Enchentes no Nepal e Tibete deixam 734 mortos e 3 mil desaparecidos na região do Himalaia
Catástrofe causada pelo colapso de geleira deixou milhares de pessoas desaparecidas e destruiu infraestrutura no Himalaia.
Por Redação Diário Local
O número de mortos em decorrência das inundações no Nepal e no Tibete subiu para 734, segundo balanço da agência de gestão de desastres nepalesa divulgado neste domingo (30). As autoridades estimam que 3.044 pessoas continuam desaparecidas após a passagem de uma enxurrada de água, lama e detritos pela região do Himalaia na quarta-feira (26).
Entre os desaparecidos, as estimativas apontam para 2.400 pessoas no Nepal e entre 500 e 600 no Tibete. O grupo inclui moradores locais, turistas e trabalhadores de usinas hidrelétricas, com um total de pelo menos 540 estrangeiros envolvidos.
As operações de busca e resgate enfrentaram interrupções constantes. No sábado (29), o Nepal suspendeu os trabalhos devido às condições climáticas adversas. Além disso, o transbordamento de um lago formado por um deslizamento na área da fronteira, ocorrido na sexta-feira (28), também afetou os trabalhos, que só foram retomados após a diminuição do risco.
Como ocorreu o desastre?
Embora informações iniciais sugerissem um terremoto de magnitude 4,4, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) corrigiu a avaliação. Segundo o órgão, o evento foi causado pelo colapso de gelo e rochas de uma geleira, o que gerou um fluxo de detritos e lama que desceu pelos rios do Himalaia.
O impacto atingiu aldeias e infraestruturas ao longo de rotas utilizadas por excursionistas. Imagens mostram casas, estradas, pontes e veículos soterrados pela lama, com comunidades apresentando destruição severa.
Pedido de ajuda internacional
O governo do Nepal mudou sua postura inicial de não solicitar auxílio externo e passou a pedir apoio técnico especializado. As prioridades atuais incluem resgates em túneis de usinas hidrelétricas, recuperação de comunicações e transporte, além da identificação de corpos por meio de exames de DNA.
Socorristas da Índia já iniciaram as atividades no país, e a chegada de uma equipe chinesa é esperada para os próximos dias. Diversas nações e organizações internacionais, como Estados Unidos, China, Reino Unido e Japão, já manifestaram intenção de colaborar.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) informou que não há registro de brasileiros entre as vítimas da catástrofe e que as embaixadas brasileiras em Katmandu e Pequim seguem acompanhando a situação.
