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Imigração

Espanha consegue conter fluxo migratório em Ceuta e metade dos imigrantes já retornou ao Marrocos

Ministério do Interior informou que cerca de 25 mil pessoas já deram meia-volta após cruzarem a fronteira em massa no norte da África

Por Redação Diário Local

A Espanha informou nesta sexta-feira (31) que conseguiu conter um expressivo fluxo de imigrantes em direção ao enclave de Ceuta, no norte da África, com cerca de metade das pessoas que haviam cruzado a fronteira já retornando voluntariamente ao Marrocos.

Segundo o Ministério do Interior da Espanha, aproximadamente 50 mil pessoas cruzaram a fronteira desde a manhã de quinta-feira (30). A estimativa oficial é de que cerca de 25 mil imigrantes já tenham dado meia-volta.

Juan Jesús Vivas, chefe do governo local de Ceuta, afirmou que o número de pessoas que atravessaram a fronteira chegou a 60 mil, registrando o falecimento de 34 pessoas. Anteriormente, as autoridades espanholas haviam informado a localização de 19 corpos na água.

Repercussão na União Europeia

A invasão em massa da fronteira causou divisões entre os países da União Europeia (UE). A França anunciou que está intensificando as fiscalizações em sua fronteira com o território espanhol, conforme informado pelo ministro do Interior francês, Laurent Nuñez.

Na Itália, a primeira-ministra Giorgia Meloni afirmou que o país está preparado para adotar medidas extraordinárias para defender as fronteiras, mencionando a possibilidade de suspensão da participação da Espanha no regime de fronteiras abertas da UE (Espaço Schengen).

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, declarou que a política de anistia adotada pela Espanha incentivou o tráfico de pessoas. Em resposta, a Espanha convocou o embaixador italiano para apresentar um protesto formal.

Contexto da crise em Ceuta

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, viajou para Ceuta nesta sexta-feira (31) e classificou a movimentação como uma violação da soberania territorial do país. Ele afirmou que as autoridades estão acelerando o processo de repatriamento com a cooperação de Marrocos.

O ministro da Política Territorial, Ángel Víctor Torres, apontou que uma decisão da Suprema Corte da Espanha, ocorrida no início deste mês, pode ter contribuído para o aumento do fluxo. A decisão determinou que imigrantes interceptados no mar durante tentativas de chegada a Ceuta ou Melilha não podem ser devolvidos sumariamente sob regras especiais.

Ceuta e Melilha são cidades autônomas espanholas situadas no norte de Marrocos e representam as únicas fronteiras terrestres da União Europeia com o continente africano.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.