Diário Local
Estados Unidos

Forças dos EUA atacam 90 alvos militares no Irã para proteger rotas comerciais

Ação do Comando Central dos EUA visa reduzir a capacidade iraniana de atacar navios e marinheiros no Estreito de Ormuz

Por Diário Local

As forças do Comando Central dos EUA (CENTCOM) realizaram uma nova rodada de ataques contra alvos estratégicos no Irã nesta quarta-feira (8). A operação atingiu cerca de 90 pontos ao longo da costa iraniana com o objetivo de reduzir a capacidade do país de atacar navios comerciais e marinheiros civis no Estreito de Ormuz.

Segundo comunicado oficial das forças americanas, a ofensiva destruiu ou danificou estruturas essenciais para a atividade militar do país. Entre os alvos estão sistemas de defesa aérea, ativos de vigilância costeira e locais de armazenamento de mísseis e drones.

A ação militar também mirou capacidades navais e infraestrutura de logística do Irã. O foco é neutralizar ameaças em uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e o comércio global.

Esta ofensiva é uma continuação de uma primeira onda de ataques iniciada na noite de terça-feira (7). Naquela ocasião, o CENTCOM bombardeou aproximadamente 80 alvos militares em território iraniano.

Durante os bombardeios de terça-feira, as forças americanas atingiram mais de 60 pequenas embarcações pertencentes ao Corpo da Guarda da Revolução Islâmica. As ações visam desestabilizar a capacidade de resposta ofensiva do grupo.

Por que os EUA realizaram os ataques?

O governo americano afirmou que a retaliação é uma resposta direta à violação de um acordo de cessar-fogo por parte do Irã. O incidente ocorreu após o país atacar três embarcações comerciais que navegavam pelo Estreito de Ormuz.

O controle sobre o Estreito de Ormuz é considerado uma prioridade de segurança internacional devido ao fluxo constante de mercadorias. Os ataques às embarcações comerciais motivaram a reação imediata das forças dos EUA.

Em nota oficial, o CENTCOM declarou que as tropas permanecem vigilantes e preparadas para executar operações. A atuação segue as diretrizes estabelecidas pelo Comandante em Chefe das Forças Armadas dos Estados Unidos.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.