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Michelle Bachelet desiste de candidatura à secretaria-geral da ONU após perda de apoio

Ex-presidente do Chile anunciou a retirada de sua candidatura neste sábado (19) após pesquisa apontar baixa vantagem na disputa.

Por Redação Diário Local

A ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, retirou sua candidatura à secretaria-geral das Nações Unidas (ONU) neste sábado (19). O anúncio foi feito pela ex-líder por meio de um vídeo divulgado em suas redes sociais.

A decisão ocorre semanas após a publicação de uma pesquisa que situava Bachelet em penúltimo lugar entre os oito candidatos que disputam o cargo. Em sua declaração, ela afirmou que não se arrepende de ter empreendido o desafio e destacou que sua participação ajudou a pautar o debate sobre a necessidade de uma mulher da América Latina ocupar o posto.

A candidatura de Bachelet havia sido inicialmente indicada em fevereiro pelo governo do ex-presidente chileno Gabriel Boric, contando com o apoio de Brasil e México. No entanto, o movimento perdeu força após o atual governo chileno retirar o apoio à pré-candidata em março.

Em nota oficial, o governo chileno afirmou que não apoia nenhum dos candidatos na disputa atual e reafirmou seu compromisso com o multilateralismo e com a reforma das Nações Unidas. A ex-presidente aproveitou o comunicado para agradecer o apoio dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Claudia Sheinbaum, do México, desde o início do processo.

A sucessão de António Guterres, que tem 77 anos e encerrará seu segundo mandato no dia 31 de dezembro, conta atualmente com cinco mulheres e três homens interessados na vaga. De acordo com votação do Conselho de Segurança realizada em agosto, a favorita é a ex-chanceler da Guiana, Carolyn Rodrigues-Birkett, que obteve oito votos favoráveis.

A disputa pela secretaria-geral ocorre em um momento de busca por representatividade regional. Segundo uma prática de alternância entre as regiões, caberia à América Latina ocupar a vaga nesta rodada, embora a regra não seja regulamentada de forma rígida.

Historicamente, nenhuma mulher ocupou a secretaria-geral da ONU em seus 80 anos de história. Registra-se apenas um representante da América Latina no cargo, o peruano Javier Pérez de Cuéllar, que atuou entre os anos de 1982 e 1991.

Bachelet já havia ironizado suas chances de vitória durante um evento universitário no dia 3 de setembro (03). Em seu vídeo de despedida da disputa, ela ressaltou que o momento escolhido para a candidatura visava representar causas importantes, mesmo diante das adversidades políticas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.