Diário Local
Cultura

Oktoberfest nasceu de casamento real na Alemanha para unir comunidades e hoje atrai milhões de pessoas

Festival que começou em 1810 para celebrar união de monarquia bávara hoje atrai 6 milhões de pessoas e atravessa o mundo.

Por Redação Diário Local

A Oktoberfest, o maior festival folclórico do mundo, teve sua origem em 1810, em Munique, para celebrar o casamento real entre o príncipe herdeiro da Baviera, Luís, e a princesa Teresa de Saxe-Hildburghausen. A celebração foi planejada com o objetivo de promover a união e a identidade das comunidades germânicas da época.

O evento, que atrai mais de seis milhões de pessoas anualmente, consolidou-se como uma tradição que sobreviveu a guerras e mudanças políticas, espalhando-se globalmente e chegando à América Latina, onde o Brasil abriga a maior edição das Américas, em Blumenau.

Como surgiu a tradição?

Diferente de outras cerimônias reais da época, que ocorriam de forma privada para a aristocracia, o casamento de 1810 incluiu o povo em uma festa de cinco dias. Foram oferecidos bailes, ópera e comida custeados pela coroa em praças e tavernas.

Segundo historiadores, a estratégia visava integrar comunidades culturalmente distintas sob uma sensação de nação única. A celebração culminou em uma corrida de cavalos que reuniu cerca de 40 mil pessoas, número expressivo considerando que a população de Munique era de aproximadamente 40 mil habitantes na ocasião.

O campo de celebração recebeu o nome de Theresienwiese, em homenagem à princesa Teresa. Com o tempo, a festa incorporou elementos como exposições agrícolas e carrosséis, mudando o calendário de outubro para setembro em 1872 para evitar o clima chuvoso e frio da região.

Desafios e mudanças históricas

A trajetória da Oktoberfest não foi linear. O festival foi interrompido durante a Primeira Guerra Mundial, entre 1914 e 1918, devido à falta de suprimentos e à crise política após a queda da monarquia bávara. Em períodos de crise, como a hiperinflação de 1923, as edições também foram canceladas.

Durante o regime nazista, a partir de 1933, o evento sofreu alterações ideológicas, sendo utilizado como vitrine de uma identidade étnica específica e proibindo a participação de judeus, perdendo o caráter de união que possuía originalmente.

Atualmente, o festival é marcado por tradições como o uso de trajes típicos, como o lederhosen para homens e o dirndl para mulheres, e o ritual de abertura realizado pelo prefeito de Munique, que abre o primeiro barril de cerveja no campo de Theresienwiese.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.