Secretário de Estado dos EUA acusa China de cooperar com o Irã em meio a escalada de ataques
Marco Rubio aponta cooperação chinesa com Teerã enquanto ataques entre Estados Unidos e Irã se intensificam e elevam preço do petróleo
Por Redação Diário Local
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, acusou a China de apresentar comportamento cooperativo com o Irã em certos momentos, nesta quarta-feira (22). A declaração ocorre em um cenário de escalada militar, com ataques recíprocos entre Washington e Teerã que aumentam a tensão no Oriente Médio.
Na madrugada desta quarta-feira (22), horário iraniano, os Estados Unidos realizaram bombardeios contra alvos iranianos pela 11ª noite consecutiva. Segundo as forças americanas, os ataques atingiram sistemas de defesa aérea, centros de comando, drones e lançadores de mísseis. Explosões foram relatadas por moradores em Teerã e nas cidades de Chabahar, Konarak e Bushehr, onde funciona a única usina nuclear do Irã.
O governo do Irã respondeu com ataques a instalações militares dos Estados Unidos no Bahrein, no Kuwait e na Jordânia. Além disso, Teerã afirmou ter atingido infraestrutura da Amazon no Bahrein, onde a empresa mantém um centro regional de dados, e um petroleiro no Estreito de Ormuz. A companhia americana ainda não se manifestou sobre o ocorrido.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, na terça-feira (21), que poderá lançar ataques em breve contra a montanha de Pickaxe, região próxima à instalação nuclear de Natanz. A área abriga uma rede de túneis subterrâneos utilizada para o enriquecimento de urânio. Em resposta, o comando militar iraniano ameaçou atacar investimentos dos Estados Unidos e de países aliados caso suas instalações nucleares sejam bombardeadas.
Qual o impacto humano e econômico do conflito?
O saldo de mortos e feridos reflete a intensidade dos combates. Um funcionário do Ministério da Saúde do Irã informou que 50 civis morreram e 500 ficaram feridos nos ataques norte-americanos recentes. Por parte dos Estados Unidos, foram confirmadas 18 mortes de militares desde o início da guerra.
No mercado de energia, o preço do petróleo Brent subiu mais de 2% e ultrapassou US$ 91 por barril devido à instabilidade. A tensão é agravada pelo anúncio, feito na segunda-feira (20), de um bloqueio naval pelos Houthis contra a Arábia Saudita. O movimento pode afetar o estreito de Bab el-Mandeb, rota estratégica para o escoamento de petróleo para a Ásia e a Europa.
O conflito também tem gerado custos elevados para o Tesouro americano. O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que a guerra já custou US$ 37,5 bilhões (R$ 190,8 bilhões) aos cofres públicos e solicitou ao Congresso um pacote de US$ 70 bilhões para recompor estoques de mísseis.
Existem tentativas de negociação?
Apesar da escalada, movimentos diplomáticos continuam. Teerã recebeu de mediadores uma proposta de cessar-fogo de 10 dias, com o objetivo de preservar o acordo de paz provisório assinado entre Estados Unidos e Irã em junho. O ministro do Interior do Irã, Eskandar Momeni, visitou o Paquistão nesta semana para reforçar o pedido de mediação para reduzir o conflito.
