Europol investiga rede suspeita de tráfico de cavalos em quatro países da Europa
Investigação aponta uso de passaportes falsificados e manipulação de microchips para movimentar animais entre quatro países.
Por Redação Diário Local
A Europol, agência da União Europeia para a cooperação policial, investiga uma rede suspeita de tráfico de cavalos que atua em quatro países europeus. O esquema internacional utiliza passaportes falsificados e a manipulação de microchips para movimentar os animais de forma irregular entre as fronteiras.
As investigações apontam que o grupo criminoso burlava os controles de identificação animal através de fraudes documentais e tecnológicas. O objetivo seria mascarar a origem e a identidade dos equinos durante o transporte internacional.
De acordo com as autoridades, os criminosos não apenas falsificavam os passaportes dos animais, mas também realizavam alterações nos microchips. Essa prática dificulta o rastreamento dos cavalos pelas autoridades sanitárias e de segurança dos países envolvidos.
A megaoperação tem como foco desarticular a logística por trás desse mercado ilegal, que opera de maneira coordenada em diferentes territórios. A investigação busca identificar os principais operadores da rede e os destinos finais dos animais traficados.
O uso de documentos fraudulentos é uma das principais ferramentas do grupo para garantir que os cavalos transitem sem levantar suspeitas nas fiscalizações de rotina. A fraude nos microchips complementa o esquema, garantindo que a identificação biológica do animal não coincida com a documentação apresentada.
Até o momento, as forças policiais trabalham para mapear a extensão do alcance dessa rede e o volume de animais que passam pelo esquema. O caso envolve cooperação entre as polícias de quatro nações europeias para conter o fluxo de movimentação de animais sem registro legítimo.
A fraude no setor de equinos pode gerar riscos sanitários e prejuízos econômicos ao mercado de criação e transporte profissional. A manipulação de dados de identificação compromete a segurança biológica necessária para o trânsito de animais entre fronteiras.
A Europol segue com as diligências para identificar outros possíveis envolvidos e localizar os pontos de origem das falsificações. O caso segue sob investigação policial para apurar o impacto total do esquema no continente europeu.
