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Fifa planeja criar empresa de US$ 20 bilhões para gestão de torneios e enfrenta boicote da Uefa

Proposta de venda de participação minoritária para arrecadar US$ 4,2 bilhões gera reação negativa da Uefa e de outras confederações.

Por Redação Diário Local

A Fifa anunciou um plano para criar uma empresa avaliada em US$ 20 bilhões, que será responsável pela gestão comercial de suas principais competições, como a Copa do Mundo e a Copa do Mundo de Clubes. A medida visa a venda de participações minoritárias para investidores privados com o objetivo de arrecadar US$ 4,2 bilhões.

A nova subsidiária, nomeada FFE (Fifa Forward Enterprise), concentrará a exploração de ativos como patrocínios e direitos de transmissão dos torneios. Embora a Fifa pretenda manter o controle majoritário, a implementação do projeto depende da aprovação das 211 associações nacionais filiadas à federação.

De acordo com a federação, os recursos captados serão destinados ao aumento dos repasses financeiros para as associações. Atualmente, cada entidade recebe cerca de R$ 41 milhões por ciclo da Copa do Mundo. Com a nova estrutura, o valor deve subir para R$ 102 milhões até 2030, R$ 112,5 milhões até 2034 e R$ 123 milhões até 2038.

Por que a Uefa anunciou um boicote?

A Uefa informou que suas 55 associações-membro boicotarão as competições organizadas pela Fifa enquanto a proposta de criação da empresa não for abandonada. O movimento foi oficializado após uma reunião de emergência ocorrida na quarta-feira (29).

O boicote abrange inclusive a Copa do Mundo Feminina de 2027, prevista para ser realizada no Brasil. A Uefa exige que a proposta seja totalmente retirada e que sejam dadas garantias de que a governança da entidade não será aberta à propriedade privada.

A entidade europeia argumenta que a Copa do Mundo não deve ser tratada como um produto de investimento e critica o fato de o projeto não ter passado por consultas significativas com os responsáveis pela gestão do esporte.

Rejeição de outras confederações

Além da resistência europeia, a Concacaf (Confederação da América do Norte, Central e Caribe) e a AFC (Confederação Asiática de Futebol) também manifestaram rejeição à proposta. Somadas, essas duas confederações representam 143 dos 211 membros da Fifa.

A estratégia de criação da FFE já havia sido mencionada em abril, durante o Congresso da Fifa realizado em Vancouver, no Canadá. Na ocasião, o presidente da entidade afirmou que a estrutura dedicada é necessária para ampliar receitas e distribuir os recursos de forma mais equilibrada globalmente.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.