Donald Trump declara fim de trégua com o Irã após novos ataques entre os dois países
Presidente dos Estados Unidos manifestou desinteresse em negociar com o regime iraniano após escalada de violência e bombardeios mútuos
Por Diário Local
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou o fim da trégua com o Irã durante a cúpula da Otan, realizada na Turquia. A decisão ocorre após uma nova troca de ataques entre os dois países, o que rompe um acordo provisório que visava interromper os bombardeios e retomar as negociações sobre o programa nuclear iraniano.
"Para mim, acho que acabou. Eu não quero mais lidar com eles", afirmou o republicano ao comentar o conflito. A declaração de Trump ocorre menos de um mês após o anúncio de um cessar-fogo temporário entre as duas nações.
A escalada de violência acontece em um momento de transição interna no Irã. A retomada dos ataques coincide com os cortejos do funeral do aiatolá Ali Khamenei e com um teste de força do regime, que está sob o comando de seu filho, Mojtaba.
A recrudescimento do conflito gera temor de uma crise com consequências globais. O impacto foi sentido imediatamente nos mercados financeiros, resultando na disparada do preço do petróleo e na queda das bolsas de valores ao redor do mundo.
Uma das principais preocupações de especialistas é a segurança no Estreito de Ormuz. A região é uma rota estratégica vital, por onde passa cerca de um quinto de todo o petróleo transportado no planeta.
Em resposta às recentes hostilidades, a chanceler do Irã afirmou que o país pretende responder com ações firmes. Além disso, comunicações da imprensa iraniana indicam que o país considera o fechamento do Estreito de Ormuz caso novos ataques contra o território sejam realizados.
O cenário de tensão também envolve declarações contraditórias do presidente americano. Recentemente, Trump chegou a afirmar ser o "número 1" da lista de alvos do Irã, enquanto mantinha o tom de encerramento de diálogo com o país asiático.
O colapso da trégua reacende o debate sobre a segurança internacional e a estabilidade do fornecimento de energia. A continuidade dos ataques coloca em risco a eficácia de acordos diplomáticos anteriores sobre o programa nuclear iraniano.
