Irã afirma que negociações sobre rotas no Estreito de Ormuz estão nas etapas finais
Conversas sobre novas rotas marítimas avançam, mas reabertura do estreito depende de condições de segurança e postura dos EUA
Por Redação Diário Local
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que as negociações com Omã para estabelecer novas rotas marítimas pelo Estreito de Ormuz estão em suas etapas finais. Apesar do avanço nos diálogos, o ministro ressaltou neste domingo (9) que o progresso nas conversas não garante a reabertura da passagem marítima.
Segundo Araghchi, embora possa haver um acordo sobre o desenho dessas novas rotas, a liberação efetiva do estreito depende do cumprimento de outras condições. Essas exigências estariam sendo transmitidas ao governo iraniano por meio de intermediários.
O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã reforçou a postura de cautela e condicionou a reabertura do estreito a mudanças na postura de Washington. O órgão declarou que a passagem não será reaberta enquanto os Estados Unidos não corrigirem seu comportamento em relação ao país.
O secretário do conselho, Mohammad Bagher Zolghadr, que também é comandante da Guarda Revolucionária, detalhou as demandas iranianas para uma possível normalização. Entre as exigências está o fim de ataques contra o território iraniano e o encerramento definitivo das hostilidades contra o país e seus aliados armados na região.
As autoridades do Irã também reivindicam o fim de medidas de pressão naval, pedindo que os Estados Unidos suspendam o bloqueio imposto aos portos iranianos. A motivação para essas exigências é o restabelecimento da segurança e da soberania comercial na área.
Outro ponto central listado por Zolghadr envolve a presença militar estrangeira. O governo iraniano exige que as forças militares dos Estados Unidos sejam retiradas da área para que as negociações de segurança possam avançar de forma efetiva.
O Estreito de Ormuz é uma das vias marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e gás. A tensão entre o Irã e os Estados Unidos sobre o controle e a livre navegação na região é um fator recorrente na geopolítica do Oriente Médio.
As declarações ocorrem em um momento de alta sensibilidade diplomática, com o Irã buscando equilibrar o diálogo sobre rotas comerciais com a manutenção de suas exigências de segurança nacional frente à influência americana na região.
