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Irã rejeita proposta de Omã para gestão conjunta do estreito de Ormuz

Autoridade iraniana afirmou que plano de gestão conjunta não atenderia aos interesses do país e citou pressão de potências estrangeiras.

Por Redação Diário Local

O Irã rejeitou uma proposta de Omã para realizar a gestão conjunta do estreito de Ormuz, afirmou um alto funcionário iraniano nesta quarta-feira (29). Segundo a autoridade, o plano de administração compartilhada da via marítima não teria qualquer chance de sucesso.

A iniciativa de Omã previa a cobrança de taxas voluntárias de países e empresas que utilizam a rota, em uma tentativa de reduzir as interrupções no comércio causadas pelo conflito com os Estados Unidos. O projeto também estabelecia um financiamento compartilhado voltado para a segurança da navegação, proteção ambiental e operações de busca e salvamento.

De acordo com o funcionário iraniano, o objetivo do plano era evitar que o Irã mantenha o controle exclusivo sobre a passagem, que é estratégica para o comércio global de energia. O estreito de Ormuz concentra cerca de um quinto de todo o suprimento energético exportado do Oriente Médio para o mundo.

A autoridade iraniana afirmou que o Irã e Omã deveriam administrar a via marítima de forma direta, com base em suas respectivas áreas de controle, sem o envolvimento de outras potências. Segundo o governo iraniano, um acordo de controle conjunto não atenderia aos interesses de Teerã.

O governo iraniano declarou ainda que os Estados Unidos e a Arábia Saudita estariam tentando pressionar Omã para que o país leve adiante os chamados "planos irrealistas" sobre o estreito. A proposta de Omã contava com o apoio de outros países do Golfo e utilizava como referência o modelo de gestão do estreito de Malaca, que liga os oceanos Índico e Pacífico.

Por que o Irã recusou o acordo?

A recusa baseia-se na posição de que a gestão não deve envolver potências externas. O funcionário iraniano alegou que a proposta de Omã visa mitigar a influência persa sobre a rota marítima estratégica.

A tensão diplomática ocorre em um cenário de escalada militar na região. Na terça-feira (28), a Guarda Revolucionária Islâmica realizou um ataque com mísseis balísticos contra forças norte-americanas localizadas na Jordânia.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) declarou que as forças iranianas tentaram um ataque surpresa, mas todos os mísseis foram interceptados com sucesso. O Exército dos EUA informou que retribuiu a ação após a tentativa de investida contra as bases no Oriente Médio.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.