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Exército de Israel investiga foto de prisioneiro palestino amarrado e seminu

Forças Armadas de Israel confirmaram autenticidade de imagem que mostra detido em situação humilhante e abrem apuração.

Por Diário Local

O Exército de Israel abriu uma investigação para apurar a veracidade de uma fotografia que mostra um prisioneiro palestino vendado, seminu e amarrado a uma cama dobrável. A imagem, cuja autenticidade foi confirmada pelas Forças Armadas de Israel (IDF), levantou alertas de organizações de direitos humanos sobre possíveis crimes de guerra ou práticas de tortura e tratamento degradante.

Na fotografia, o homem aparece de bruços, vestindo apenas roupa íntima, com as mãos amarradas para trás. Ele estaria preso à estrutura de uma cama por cordas e por um objeto semelhante a um cabo de vassoura, encaixado em uma estrutura metálica. A imagem continha uma legenda em hebraico que dizia apenas "Bom dia".

Em nota oficial, as Forças Armadas de Israel afirmaram que o episódio não está alinhado aos valores e regulamentos da instituição militar. O exército informou que uma investigação interna foi aberta para identificar os responsáveis e apurar as circunstâncias do ocorrido.

As autoridades militares classificaram o caso como um evento "incomum". Segundo o comando, medidas disciplinares serão adotadas contra os soldados envolvidos assim que a conclusão da apuração for finalizada.

Apesar da confirmação da foto, o governo não divulgou a identidade do prisioneiro, a origem do detido ou o local onde o registro foi feito. Também não foram informadas as unidades militares envolvidas, a quantidade de soldados na ação ou o que ocorreu com o homem antes e depois do episódio.

Indícios de crimes de guerra

Especialistas em direitos humanos afirmam que a divulgação da imagem pode configurar um crime de guerra. Isso ocorre porque o direito internacional humanitário proíbe a exposição pública de prisioneiros em situações que causem humilhação.

Sari Bashi, diretora executiva do Comitê Público Contra a Tortura em Israel, destacou que a forma como o homem foi imobilizado levanta preocupações de que o confinamento tenha sido utilizado como método de punição. A situação reforça denúncias de entidades internacionais sobre o tratamento de detentos na região.

A repercussão da imagem começou após o compartilhamento de um ativista palestino. Segundo o relato, a fotografia teria sido publicada originalmente por um soldado israelense, que posteriormente apagou sua conta nas redes sociais.

Desde o início do conflito na Faixa de Gaza, em outubro de 2023, organizações internacionais têm denunciado casos recorrentes de privação de alimentos, restrição de atendimento médico e humilhações contra palestinos detidos por Israel.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.