Itália tira Maldini e Conte para reconstruir seleção após terceira ausência seguida em Copas
Federação Italiana quer fechar contratações em uma semana e iniciar projeto visando classificação para a Copa do Mundo de 2030.
Por Diário Local
A Itália traça os primeiros passos para reconstruir a seleção após ficar fora da Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva. A Federação Italiana de Futebol (FIGC) pretende definir nos próximos dias uma nova estrutura no departamento esportivo, com Paolo Maldini como principal candidato ao cargo de diretor técnico e Antonio Conte como favorito para assumir o comando da equipe.
Segundo a federação, a intenção é fechar as duas contratações em até uma semana para iniciar imediatamente o projeto que mira a classificação para a Copa do Mundo de 2030.
O ex-zagueiro, ídolo do Milan e da seleção italiana, é tratado como prioridade para liderar a área técnica. Maldini pediu alguns dias para refletir sobre o convite, avaliando tanto o tamanho da responsabilidade quanto as condições de trabalho oferecidas pela federação.
Caso o lendário defensor recuse, nomes como Claudio Ranieri, Alessandro Costacurta e Demetrio Albertini aparecem como alternativas para o cargo de diretor técnico.
Para o comando técnico, Antonio Conte segue como o grande sonho da federação italiana. A intenção é oferecer um contrato de quatro anos ao treinador, mas há obstáculos na questão financeira.
O objetivo da FIGC é encontrar uma fórmula para viabilizar um salário próximo dos 4 milhões de euros por temporada, aproximadamente R$ 23,74 milhões. Esse valor é semelhante ao recebido por Conte em sua primeira passagem à frente da seleção italiana.
A movimentação ocorre em contexto crítico para o futebol italiano. Tetracampeã mundial, a Itália ficou de fora das Copas de 2018, 2022 e 2026, atravessando o momento mais delicado de sua história recente.
A ausência em três Copas seguidas marca um período de declínio para a seleção que conquistou quatro títulos mundiais. A reconstrução sob Maldini e Conte seria um esforço para reverter esse cenário e devolver a Itália ao principal torneio de seleções do futebol mundial.
A federação acredita que a dupla escolhida pode liderar o projeto de retorno. Maldini traz a experiência de uma carreira vitoriosa no Milan e pela seleção, enquanto Conte possui histórico de sucesso em reconstruções de equipes em nível de seleção.
A decisão sobre os dois nomes deve sair nos próximos dias, conforme prometido pela FIGC. Uma vez definida a estrutura, o trabalho de reformulação do elenco e da metodologia de preparação começará imediatamente.
O projeto tem prazo: a próxima Copa do Mundo acontecerá em 2030, e a Itália espera estar presente. Para isso, a seleção precisará vencer as eliminatórias europeias e recuperar o nível que a colocou entre as potências do futebol mundial.
A reação rápida da FIGC sinaliza a urgência em resolver a crise institucional. Ficou claro que a continuidade anterior não funcionou, e a federação aposta em nomes de peso para reconstruir credibilidade interna e externa.
Agora resta saber se Maldini aceitará o desafio e se a federação conseguirá os recursos necessários para contratar Conte. As próximas semanas serão decisivas para o futuro da Azzurra.
