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Venezuela

Juiz marca para junho de 2027 julgamento de Nicolás Maduro nos Estados Unidos

O ex-presidente da Venezuela e a esposa, Cília Flores, respondem por acusações de narcoterrorismo e tráfico de cocaína.

Por Redação Diário Local

O julgamento do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cília Flores, foi agendado para o dia 1º de junho de 2027, em Nova York. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (22) pelo juiz federal Alvin Hellerstein.

O casal responde a acusações de narcoterrorismo e tráfico de drogas. Segundo os procuradores, Maduro e Flores teriam conspirado com cartéis de narcotráfico para facilitar o escoamento de milhares de toneladas de cocaína rumo aos Estados Unidos.

Durante a audiência realizada nesta quarta-feira (22), Maduro compareceu ao tribunal vestindo uniforme bege de detento, mas sem o uso de algemas. Ao entrar no recinto, o venezuelano cumprimentou os presentes em inglês e acenou para um dos ilustradores.

No decorrer do ato, Nicolás Maduro declarou-se inocente das acusações que pesam contra ele e sua esposa. A defesa indicou que pretende contestar o indiciamento com base no argumento de imunidade diplomática.

O advogado de defesa, Barry Pollack, sustenta que o ex-presidente não pode ser processado por ter ocupado o cargo de chefe de Estado de uma nação soberana. A estratégia jurídica busca invalidar o processo com base no status anterior de Maduro.

Em março, os advogados de Maduro chegaram a solicitar o arquivamento do caso. O pedido foi motivado pelo bloqueio de pagamentos de honorários advocatícios pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.

A questão financeira foi resolvida em abril, quando o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) autorizou que Maduro e Flores utilizassem recursos da Venezuela para custear a defesa. Após a liberação do fluxo de pagamentos, a defesa retirou o pedido de arquivamento.

Nicolás Maduro e Cília Flores estão detidos em uma unidade federal no Brooklyn desde 3 de janeiro de 2026. A custódia ocorreu após uma operação militar realizada pelos Estados Unidos em território venezuelano para capturá-los.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.