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Estados Unidos

Justiça dos EUA determina que agentes do FBI e ICE não atuarão como fiscais em eleições

Departamento de Justiça afirmou que fiscais não exercerão funções de agentes da lei e estarão proibidos de portar armas durante o monitoramento.

Por Redação Diário Local

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos afirmou, na noite de quarta-feira (28), que funcionários do FBI (Departamento Federal de Investigação) e do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) não atuarão como fiscais durante as eleições de meio mandato no país. A decisão visa garantir que o monitoramento dos locais de votação não exerça funções de aplicação da lei.

A medida foi detalhada em um documento apresentado em um processo na Justiça federal. A ação foi movida pela NAACP, uma organização de direitos civis que atua na defesa da justiça racial e dos direitos dos negros americanos.

De acordo com as informações do Departamento de Justiça, os fiscais eleitorais terão um papel estritamente de observação. Eles devem realizar anotações nos locais de votação, mas estão expressamente proibidos de portar armas de fogo durante o exercício da função.

O órgão ressaltou que os fiscais passaram por treinamentos específicos para evitar qualquer interferência direta no processo de votação. O objetivo é assegurar o cumprimento das regras estaduais e locais, seguindo o modelo de prática adotado em períodos anteriores.

A definição sobre quem não pode atuar como fiscal surge após a tentativa da NAACP de impedir que promotores e outros agentes de segurança realizem o monitoramento. A organização argumenta que a presença de agentes da lei pode resultar em intimidação de eleitores.

Apesar das restrições impostas ao FBI e ao ICE, outras agências federais continuarão presentes. O Departamento de Justiça informou que funcionários do ATF (Departamento de Álcool, Tabaco, Armas, Fogo e Explosivos) e da DEA (Administração de Repressão às Drogas) atuarão como fiscais.

O cenário ocorre em um momento de debate sobre a supervisão eleitoral nos Estados Unidos. O governo de Donald Trump tem adotado uma postura rigorosa na fiscalização, pressionando estados a fornecerem dados de registro de eleitores.

Segundo o governo, medidas mais rígidas de controle são necessárias para garantir a confiança pública nos resultados das eleições. Esse posicionamento tem sido alvo de questionamentos jurídicos e de organizações de direitos civis.

Autoridades locais e estaduais já manifestaram preocupação com o período eleitoral. Algumas delas afirmaram estar se preparando para uma possível interferência do governo federal durante o processo de votação de meio mandato.

A controvérsia jurídica busca estabelecer limites claros entre o monitoramento administrativo e a presença policial. O foco é evitar que o aparato de segurança seja interpretado como um fator de pressão sobre o eleitorado.

O documento apresentado à Justiça detalha que o papel do fiscal é técnico e de acompanhamento. A proibição do uso de armas é uma das principais garantias para manter a neutralidade das seções eleitorais.

A atuação das agências como a DEA e a ATF já é uma prática conhecida, mas a exclusão do FBI e do ICE responde a pedidos específicos de controle e proteção aos direitos civis.

O monitoramento eleitoral nos Estados Unidos é complexo e envolve diversas esferas de poder. A conformidade com as normas locais é exigida para evitar que o processo de apuração sofra contestações.

A decisão do Departamento de Justiça busca pacificar o entendimento sobre o papel dos agentes federais durante o pleito. O foco agora volta-se para a execução dessas diretrizes de treinamento e observação nos estados.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.