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Argentina

Oposição na Argentina cobra esclarecimentos de Milei sobre viagem de Flávio Bolsonaro aos EUA

Parlamentares argentinos apresentam pedidos de informações e denúncias para apurar se autoridades facilitaram a saída do senador brasileiro do país.

Por Redação Diário Local

A oposição na Argentina intensificou a pressão sobre o governo de Javier Milei para que esclareça as circunstâncias da passagem de Flávio Bolsonaro pelo país antes do desembarque do senador nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (28).

Parlamentares argentinos apresentaram ao menos seis iniciativas, entre pedidos de informações, convocações de ministros e denúncias judiciais, para apurar se autoridades do país facilitaram a saída do senador brasileiro. O objetivo é investigar se órgãos de imigração e segurança aeroportuária tinham conhecimento das restrições impostas pela Justiça brasileira.

Flávio Bolsonaro chegou a Miami na manhã desta quarta-feira (28), após passar pela Argentina e pelo Equador. O senador entrou no território argentino na noite de terça-feira (27), utilizando um passaporte italiano, e embarcou em um jato privado em Puerto Iguazú, realizando uma escala em Guayaquil, no Equador.

O que diz a oposição argentina

O bloco União pela Pátria, principal força de oposição na Câmara dos Deputados da Argentina, solicitou que o governo responda às iniciativas apresentadas. O grupo pediu que o chanceler Pablo Quirno e a ministra da Segurança, Alejandra Monteoliva, compareçam à Câmara para prestar esclarecimentos.

O deputado Esteban Paulón, do Partido Socialista, apresentou duas iniciativas relacionadas ao caso. Uma delas solicita dados sobre os registros de entrada e saída de Flávio e de seus familiares, além de informações sobre a movimentação da aeronave utilizada no trajeto até os Estados Unidos.

Paulón também apresentou uma denúncia contra o presidente Javier Milei, o chanceler Pablo Quirno, a ministra da Segurança, Alejandra Monteoliva, e o assessor presidencial Santiago Caputo. A acusação aponta uma possível tentativa de encobrimento, sob a suspeita de que autoridades possam ter ajudado na saída do senador, considerando que a determinação judicial brasileira já era pública.

Contexto da viagem e declarações

A viagem ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar, na segunda-feira (26), que Flávio Bolsonaro entregasse os passaportes e não deixasse o Brasil. O senador, que é investigado em três inquéritos, viajou acompanhado da esposa e das filhas.

Após desembarcar em solo norte-americano, Flávio Bolsonaro divulgou uma carta na qual agradeceu a Milei por “coragem, senso de justiça e legalidade”. No documento, o senador afirmou ter deixado o país por considerar que vive sob um “regime de exceção”.

O senador também contestou o resultado das eleições brasileiras, alegando fraude e acusando integrantes do STF de perseguição política, sem apresentar provas para sustentar as alegações. No segundo turno das eleições, Luiz Inácio Lula da Silva venceu com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.