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Israel

Eleições em Israel terminam em impasse e dificultam formação de governo no Knesset

Pesquisas de boca de urna indicam que nem Benjamin Netanyahu nem Gadi Eisenkot possuem maioria para governar o país.

Por Redação Diário Local

As eleições em Israel terminaram em um aparente impasse nesta terça-feira (27), de acordo com pesquisas de boca de urna realizadas por redes de televisão locais. Os dados indicam que nem o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, nem seu principal adversário, Gadi Eisenkot, estão no caminho para obter a maioria das 120 cadeiras do Knesset, o parlamento israelense.

O cenário de falta de maioria pode beneficiar Netanyahu, permitindo que o primeiro-ministro permaneça no poder de forma interina enquanto os partidos tentam negociar a formação de uma coalizão de governo. Devido à fragmentação do sistema político do país, os partidos menores devem exercer um papel decisivo nas próximas etapas.

O processo eleitoral registrou uma participação recorde dos eleitores, sendo o maior nível de comparecimento para esta fase da votação desde 1988. O pleito ocorre em um momento de alta tensão, sendo a primeira eleição desde os ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, que desencadearam conflitos em Gaza, no Líbano e com o Irã.

Netanyahu, de 77 anos, ocupa o cargo de primeiro-ministro há quase 19 dos últimos 30 anos e é conhecido por sua capacidade de sobreviver a crises políticas. Na disputa atual, ele enfrenta acusações de corrupção, que nega, e críticas sobre eventuais falhas dos serviços de inteligência que permitiram o ataque do Hamas, que resultou em 1.200 mortos e 251 reféns.

Gadi Eisenkot, de 66 anos, emergiu como o adversário mais forte de Netanyahu. O ex-chefe militar, que integrava o gabinete de guerra do premiê, deixou o cargo oito meses após os ataques de outubro de 2023 para criticar a liderança do atual governo.

Eisenkot busca se consolidar como uma voz centrista no cenário interno, utilizando suas credenciais de segurança para atrair eleitores. Ele é figura conhecida no país e perdeu um filho e dois sobrinhos durante a guerra em Gaza, fator que marca sua trajetória política recente.

Como funciona a formação de governo em Israel?

No sistema político de Israel, nenhum partido isolado costuma conquistar a maioria absoluta de 61 cadeiras necessárias no Knesset. Por essa razão, a formação de coalizões entre diferentes legendas é a regra para que um governo consiga assumir o controle do país.

Caso as negociações entre as frentes políticas não avancem para a composição de uma maioria, o país poderá enfrentar um período prolongado de incertezas ou até mesmo a necessidade de convocar novas eleições.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.