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Nova Zelândia confirma primeiro caso de gripe aviária H5N1 em ave marinha migratória

Caso foi identificado em uma ave marinha migratória e não há evidências de transmissão para aves domésticas ou granjas comerciais no país

Por Davy Albuquerque

A Nova Zelândia confirmou, nesta quarta-feira (15), o primeiro caso de gripe aviária H5N1 de alta patogenicidade identificado em uma ave marinha migratória no país. A detecção foi comunicada pelo ministro da Biossegurança, Andrew Hoggard, em meio ao aumento da vigilância na região da Oceania.

Segundo o governo neozelandês, ainda não há evidências de transmissão do vírus entre aves silvestres no território ou registros de surtos em granjas comerciais. O ministro afirmou, em comunicado, que não foram detectados sinais de mortalidade em massa na vida selvagem local nem presença da doença em aves domésticas.

A descoberta reforça a preocupação das autoridades sanitárias com a chegada da cepa H5N1 por meio de aves migratórias. O caso ocorre poucas semanas após a Austrália registrar os primeiros casos da doença em seu território continental, encerrando o status de que o país era a única grande massa terrestre sem presença do vírus.

Cenário na Austrália

Na Austrália, os registros ocorreram em menos de uma semana no estado da Austrália Ocidental. O primeiro caso foi identificado em um mandrião-pardo migratório e o segundo em um petrel-gigante-do-norte, encontrado doente em uma praia próxima à cidade de Esperance.

Até então, a Austrália era considerada um dos últimos refúgios sem o vírus em seu continente, embora o H5N1 tivesse sido detectado no fim de 2025 na Ilha Heard, um território subantártico australiano. Com as novas confirmações, as autoridades australianas reforçaram os protocolos de biossegurança em fazendas para proteger a produção comercial.

As medidas de vigilância na Austrália incluem a ampliação da testagem de aves costeiras, visando impedir que o vírus atinja os sistemas de produção de alimentos. O objetivo é criar barreiras para que a doença não chegue às aves de criação, conforme o modelo adotado pela Nova Zelândia.

Impactos globais e riscos

Apesar do avanço da doença entre aves selvagens em diversas partes do mundo, as autoridades de saúde ressaltam que as infecções humanas continuam sendo consideradas eventos raros. A preocupação principal reside no impacto econômico e na segurança alimentar.

A disseminação global da gripe aviária tem levado ao abate de milhões de aves nos últimos anos. O fenômeno afeta diretamente as cadeias de abastecimento e pressiona o preço de alimentos básicos, com destaque para o consumo de ovos e carne de frango.

Por enquanto, tanto o governo da Nova Zelândia quanto o da Austrália reiteram que não identificaram a transmissão do H5N1 para aves de criação nos episódios mais recentes registrados.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.