Trump ameaça atacar usinas de energia e pontes no Irã se país não retomar negociações
Presidente dos EUA afirma que ofensivas continuarão até que Teerã aceite negociar; bloqueio naval foi retomado nesta terça-feira.
Por Davy Albuquerque
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou realizar ataques contra usinas de energia e pontes no Irã na próxima semana. A declaração foi feita nesta terça-feira (14) e condiciona o fim das ofensivas à retomada de negociações diplomáticas por parte de Teerã.
Durante entrevista, Trump afirmou que pretende deixar os alvos do setor de energia por último, mas reforçou que irá atingi-los caso não haja um acordo. O presidente declarou ainda que as ofensivas militares contra o país continuarão até que ele decida interrompê-las.
O republicano previu novas ofensivas para os próximos dias e disse que os ataques prosseguem já nesta terça-feira. Trump afirmou que os Estados Unidos estão sendo cuidadosos com a população civil, mas alertou que o país não terá estrutura caso as negociações não ocorram.
A ameaça ocorre em um momento de intensificação de operações militares na região. Segundo o presidente, negociadores americanos já entraram em contato com autoridades iranianas para incentivar o fechamento de um acordo.
Paralelamente às ameaças, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmou que o bloqueio naval aos navios que circulam pelos portos iranianos foi retomado nesta terça-feira (14), às 17h (horário de Brasília). O CENTCOM informou que mais de 20 navios de guerra da Marinha dos EUA e centenas de aeronaves militares operam em todo o Oriente Médio.
Em nota oficial, o comando militar relatou que as forças americanas realizam novos ataques contra capacidades iranianas nas proximidades do Estreito de Ormuz. As ações ocorrem enquanto o país se prepara para consolidar o bloqueio contra portos e áreas costeiras do Irã.
A medida de bloqueio naval já teve precedentes durante períodos de guerra, com duração de cerca de dois meses entre abril e junho. Na ocasião, a área de atuação se estendeu do Oriente Médio até o Oceano Índico.
Trump também alterou seu posicionamento sobre o financiamento da segurança no Estreito de Ormuz. Na segunda-feira (14), ele sugeriu cobrar 20% do valor das cargas de empresas comerciais para custear a proteção na região.
Contudo, nesta terça-feira, o presidente afirmou que as nações do Golfo farão acordos de investimento e comerciais diretamente com os Estados Unidos, mudando a estratégia de cobrança proposta anteriormente.
