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Copa do Mundo

Presidente da FIFA percorre 57 mil milhas de jato particular durante Copa do Mundo de 2026

Gianni Infantino viajou cerca de 57.700 milhas entre Estados Unidos, México e Canadá durante o torneio de 2026.

Por Davy Albuquerque

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, percorreu cerca de 57.700 milhas em seu jato particular durante a Copa do Mundo de 2026. O trajeto, realizado em um Gulfstream G650ER, aconteceu entre os três países que sediam o torneio: Estados Unidos, México e Canadá.

A distância percorrida pelo dirigente é equivalente a dar duas voltas ao redor do equador da Terra ou realizar 23 voos entre as cidades de Los Angeles e Nova York. O volume de viagens acompanha a expansão do torneio, que este ano conta com 104 partidas e a participação de 48 seleções.

Ao longo da competição, Infantino participou de jogos realizados em cidades diferentes no mesmo dia em 13 ocasiões. O maior deslocamento registrado ocorreu no dia 26 de junho (sexta-feira), quando o jato voou mais de 5.500 milhas.

Impacto ambiental e custos

O uso do jato particular gera debates sobre os custos e o impacto ambiental do deslocamento. Estima-se que o itinerário do presidente da entidade possa custar mais de US$ 350 mil apenas com combustível de aviação.

Em termos de sustentabilidade, o trajeto pode gerar mais de 700 toneladas de emissões de CO2. Esse volume de emissões equivale, aproximadamente, à pegada de carbono anual de 40 cidadãos americanos de perfil médio.

A empresa FlyUSA informou que, embora haja um aumento na demanda por voos de jatos particulares durante o verão nos Estados Unidos devido à Copa, o volume de milhas percorrido por Infantino é muito superior ao de um cliente médio de aviação privada.

Presença e política interna

Miami foi o principal destino das viagens de Infantino. O dirigente, de 56 anos, assistiu a seis jogos na cidade da Flórida, o que representa o maior número de partidas presenciadas em um único local durante o Mundial.

A onipresença do presidente da FIFA no torneio também é analisada como uma movimentação política. Especialistas indicam que a presença constante em jogos permite ao dirigente fortalecer relacionamentos com presidentes de federações de futebol ao redor do mundo.

Esses contatos são considerados cruciais para a busca de um quarto mandato. A próxima eleição para a chefia da FIFA está prevista para ocorrer em março de 2027, envolvendo representantes de 211 países através do Congresso da entidade.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.