Governo dos EUA solicita que estados verifiquem registros de não-cidadãos para votar
Departamento de Segurança Interna identificou cerca de 250 mil possíveis não-cidadãos registrados como votantes em quatro estados americanos
Por Davy Albuquerque
O governo dos Estados Unidos solicitou, nesta sexta-feira (17), que as autoridades eleitorais de quatro estados realizem uma checagem nos cadastros de votantes para identificar pessoas que não possuem cidadania norte-americana. O pedido foi formalizado pelo Departamento de Segurança Interna (DHS) por meio de uma carta enviada aos estados de Califórnia, Nova Jersey, Nevada e Pensilvânia.
Segundo o DHS, foram identificados cerca de 250 mil possíveis não-cidadãos registrados ilegalmente como votantes nas regiões citadas. O órgão de segurança não apresentou detalhes sobre os métodos de apuração ou os dados específicos utilizados para chegar ao levantamento.
A repartição dos registros por estado aponta que a Califórnia concentra o maior volume, com 190.832 possíveis não-cidadãos. Em Nova Jersey, o número é de 35.152 registros, seguido por 15.903 em Nevada e 14.576 na Pensilvânia.
O secretário do Departamento de Segurança Interna, Markwayne Mullin, encaminhou a solicitação diretamente aos secretários estaduais. O governo estabeleceu um prazo de duas semanas para que as autoridades locais respondam se irão colaborar com o DHS na verificação.
De acordo com o comunicado do departamento, o objetivo da medida é garantir a realização de eleições livres, justas e honestas no país. A conferência busca sanar as inconsistências apontadas nos cadastros eleitorais dessas localidades.
A determinação ocorre um dia após o presidente Donald Trump, do Partido Republicano, fazer um pronunciamento em rede nacional. No discurso, o presidente abordou teorias sobre fraudes eleitorais no país e mencionou interferências estrangeiras em processos anteriores.
Embora o governo tenha reiterado preocupações sobre a integridade das votações, o presidente Trump não apresentou evidências que comprovem as alegações de fraude. Em ocasiões passadas, o governo também chegou a apontar a China como possível agente de interferência, afirmação que foi negada pelo país asiático.
O Departamento de Segurança Interna segue agora no aguardo do posicionamento das administrações estaduais para dar continuidade ao processo de auditoria dos cadastros.
