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França

Estudantes protestam na França por melhorias na educação e mobilização reúne 130 mil pessoas

Manifestações pedem mais profissionais e infraestrutura escolar; novos confrontos e prisões foram registrados nesta quinta-feira (9).

Por Redação Diário Local

Milhares de estudantes e profissionais de setores da sociedade voltaram às ruas da França nesta quinta-feira (9) para reivindicar melhorias na educação pública. Segundo a Confederação Geral do Trabalho (CGT), as manifestações em diferentes cidades do país reuniram mais de 130 mil pessoas.

O Ministério do Interior francês contabilizou 71,5 mil participantes na jornada, incluindo 24,5 mil na capital, Paris. Além das marchas nas ruas, cerca de 55 mil pessoas realizaram mobilizações em frente a estabelecimentos de ensino, conforme dados das autoridades.

Quais as reivindicações dos manifestantes?

A mobilização nacional, iniciada em setembro, foca em problemas estruturais do ensino. Entre os principais pedidos estão a contratação de mais profissionais da educação, a redução da superlotação nas salas de aula e a recuperação de escolas que apresentam infraestrutura precária.

Os participantes alegam que a escassez de investimentos compromete o funcionamento das instituições. A crise na educação pública tornou-se um tema central no debate político do país, envolvendo o direito a condições dignas de aprendizagem e a redução de desigualdades.

Confrontos e prisões na capital

Na capital francesa, os manifestantes se concentraram na Praça da Bastilha. O ato foi marcado por confrontos entre grupos de manifestantes e forças de segurança. De acordo com o Ministério do Interior, 504 pessoas foram detidas em todo o território nacional durante o dia.

O balanço das autoridades também registrou que 48 policiais e integrantes da gendarmaria ficaram feridos durante os incidentes. O episódio reacendeu o debate sobre a atuação policial e o uso da força durante os protestos.

Respostas do governo e novos protestos

O primeiro-ministro Sébastien Lecornu prometeu apresentar medidas para atender às demandas até o fim de outubro, embora representantes estudantis tenham classificado as sinalizações como insuficientes. Em paralelo, o ministro da Educação, Édouard Geffray, anunciou que o governo prepara um plano emergencial para enfrentar a falta de professores.

As organizações estudantis e sindicatos já convocaram uma nova mobilização nacional para a próxima terça-feira (14). Os movimentos afirmam que os atos continuarão até que medidas concretas sejam implementadas para melhorar as condições de ensino.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.