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Rússia ataca Kiev e outras cidades ucranianas com mísseis e drones após sanções dos EUA

Ofensiva russa com mísseis e 160 drones feriu mais de 20 pessoas e atingiu a rede de energia após aprovação de sanções nos EUA

Por Redação Diário Local

A Rússia realizou uma ofensiva com mísseis e cerca de 160 drones contra Kiev e outras regiões da Ucrânia durante a madrugada desta quinta-feira (17). O ataque feriu mais de 20 pessoas e causou danos na infraestrutura de energia do país, ocorrendo poucas horas após o Congresso dos Estados Unidos aprovar um novo pacote de sanções econômicas contra Moscou.

A incursão russa aconteceu logo após a Câmara dos Deputados dos EUA aprovar, na quarta-feira (16), a legislação de sanções e tarifas conhecida como Lei Lindsey Graham. O projeto, que visa intensificar a pressão econômica sobre o governo russo devido à invasão da Ucrânia, foi encaminhado ao presidente Donald Trump para sanção.

A Força Aérea da Ucrânia informou, nesta quinta-feira (17), que a enxurrada de ataques incluiu mísseis de cruzeiro antinavio Oniks, mísseis balísticos, quatro mísseis de cruzeiro e quase 160 drones. Não foram detalhados os números de interceptação dos mísseis balísticos, que são considerados os mais letais.

O bombardeio atingiu oito regiões ucranianas, com foco em infraestruturas de energia, especialmente nas áreas de Sumy e Odessa. A ofensiva ocorre em um momento de escassez de recursos ucranianos, já que o país apresenta estoques criticamente baixos de interceptores de fabricação norte-americana para derrubar mísseis balísticos.

O presidente Volodymyr Zelenskiy celebrou a aprovação da medida legislativa americana e a classificou como uma "ferramenta extremamente poderosa". Para o líder ucraniano, a pressão econômica é indispensável para forçar a Rússia a retornar à mesa de negociações e encerrar o conflito, que já caminha para o seu quinto ano.

Zelenskiy ressaltou o caráter simbólico da coincidência entre a aprovação da lei e o novo ataque com mísseis e drones. Ele afirmou que sanções mais fortes são essenciais para que os esforços diplomáticos realizados junto aos Estados Unidos, à Europa e a outros aliados possam ter sucesso na busca pela paz.

Por outro lado, o Ministério da Defesa da Rússia informou que as operações militares também tiveram como alvo embarcações utilizadas pelas Forças Armadas da Ucrânia. O governo russo mantém a ofensiva contra as cidades ucranianas após as novas medidas de pressão econômica vindas de Washington.

As conversações de paz apoiadas pelos Estados Unidos haviam fracassado no início deste ano, o que aumentou a urgência de novas ferramentas diplomáticas e econômicas. A escalada de ataques aéreos russos contra a Ucrânia tem se intensificado nos últimos meses.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.