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Síria

Síria afirma que pode retomar diálogo com Israel se houver fim de ataques

Ministro das Relações Exteriores da Síria diz que negociações para um acordo de segurança podem ser retomadas em breve.

Por Redação Diário Local

A Síria manifestou a expectativa de que as negociações com Israel para um acordo de segurança sejam retomadas em breve. O objetivo de Damasco é alcançar um entendimento que leve à retirada de tropas israelenses de território sírio.

Em entrevista concedida no sábado (22), o ministro das Relações Exteriores da Síria, Asaad al-Shaibani, afirmou que a diplomacia está aberta, mas defendeu que a interrupção dos ataques israelenses é a prioridade para construir confiança entre os dois lados.

As conversas sobre segurança estavam congeladas desde o início da guerra entre Irã e Israel. O contato direto entre os dois países foi interrompido após um bombardeio israelense contra uma base aérea síria, ocorrido nos dias anteriores.

Quais são os pontos do possível acordo?

Segundo o ministro Asaad al-Shaibani, existe um esboço de acordo que já teria sido discutido por escrito no início deste ano. O texto previa a criação de zonas de segurança em território sírio próximas à fronteira com Israel.

O plano incluiria uma zona de amortecimento onde apenas as Nações Unidas teriam permissão para atuar. Em outras áreas, forças sírias seriam posicionadas com diferentes níveis de contingente militar de acordo com a região.

Contudo, o governo sírio alega que Israel tem evitado a implementação dessas medidas. O ministro afirmou que não percebeu, por parte do governo israelense, uma vontade real de concluir o acordo.

O papel dos Estados Unidos e a situação atual

O governo dos Estados Unidos tem buscado mediar um acordo de segurança entre Israel e o governo liderado por Ahmed al-Sharaa há mais de um ano. O enviado especial dos EUA para a Síria, Tom Barrack, mencionou na terça-feira (18) que Washington trabalha em um mecanismo para evitar novos conflitos na região.

Apesar dos esforços de mediação, a tensão permanece elevada. Israel tem enviado tropas para o território sírio e realizado ataques a instalações governamentais, alegando que as ações são necessárias para garantir sua própria segurança.

Por outro lado, o governo sírio afirma que o país está focado na reconstrução nacional após 14 anos de guerra e que não representa uma ameaça para outras nações. O ministro Shaibani declarou que a prioridade imediata é interromper a agressão antes de avançar em temas como a estabilidade regional e a questão das Colinas de Golã.

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