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Zelensky afirma que até 50 mil soldados da Coreia do Norte foram mobilizados para lutar com a Rússia

Presidente ucraniano afirma que mobilização de combatentes estrangeiros evidencia dificuldade de Moscou em recrutar tropas próprias.

Por Redação Diário Local

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou no domingo (9) que até 50 mil soldados da Coreia do Norte foram mobilizados para atuar ao lado da Rússia no conflito na Ucrânia. O número é superior à estimativa de 30 mil feita em julho, embora Zelensky não tenha detalhado como obteve o dado.

A mobilização de combatentes estrangeiros indica entraves para o avanço do Exército russo na linha de frente. Segundo Marie Mendras, professora de Relações Internacionais na universidade Sciences Po de Paris, a Rússia enfrenta dificuldades para mobilizar os centenas de milhares de homens necessários para retomar ofensivas no terreno.

Como está a situação do exército russo?

A especialista avalia que, no leste e no sudeste da Ucrânia, as forças russas não conseguem avançar há meses, sendo obrigadas a recuar em pontos específicos. O foco das tropas russas teria se tornado a manutenção das posições atuais para evitar perdas maiores de território.

O cenário de desgaste é reforçado pelo impacto nas tropas. De acordo com a análise de Mendras, cerca de 1,5 milhão de soldados russos estão fora de combate, entre mortos, feridos ou impossibilitados de continuar a luta, nos últimos dois anos de conflito.

Dificuldades no recrutamento e ocupação

Além da escassez de contingente, a Rússia enfrenta problemas para recrutar novos soldados. Mendras aponta que os métodos de convocação são controversos, com relatos de recrutas sendo integrados às 'operações especiais' sem o preparo adequado ou vontade de combater.

A gestão dos territórios ocupados, como a Crimeia e o leste da Ucrânia, também é citada como um ponto de instabilidade. A professora observa que a administração dessas áreas sofre com a corrupção e com o envio de militares para a linha de frente, o que prejudica a gestão administrativa local.

O papel da Coreia do Norte no conflito

O apoio de Pyongyang à Rússia é sustentado por um tratado de parceria estratégica assinado em junho de 2024, que prevê assistência mútua em caso de agressão externa. Em 2024, a Coreia do Norte já havia enviado cerca de 14 mil soldados para a região russa de Kursk.

Relatos da inteligência militar ucraniana indicam que uma unidade de mísseis norte-coreana iniciou deslocamento para o oeste da Rússia, podendo estar equipada com seis lançadores e 120 mísseis balísticos. Há também informações de fornecimento de milhões de projéteis de artilharia e outros sistemas de lançamento. Nem o regime norte-coreano nem o governo russo confirmaram tais informações.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.