Presidente de Taiwan supervisiona exercício de ataque costeiro em manobra militar
Lai Ching-te embarcou em barco de mísseis para observar simulação de defesa contra possível invasão chinesa.
Por Redação Diário Local
O presidente de Taiwan, Lai Ching-te, supervisionou exercícios de ataque costeiro neste sábado (8) durante as manobras militares anuais do país. A ação integra o exercício Han Kuang, que teve início na quarta-feira (5) e tem como foco principal a prontidão de combate contra uma possível invasão da China.
Durante a atividade, Lai embarcou em um barco de ataque com mísseis em uma base naval na cidade de Kaohsiung, no sul de Taiwan. Do barco, o presidente observou a mobilização de drones em voo baixo, simulando manobras de repulsão de um eventual ataque.
Os exercícios militares têm duração prevista de 10 dias. O treinamento busca preparar as forças de defesa locais para enfrentar uma possível ofensiva militar de Pequim, que considera a ilha governada democraticamente como parte de seu próprio território.
O governo de Taiwan mantém o posicionamento de rejeitar as reivindicações de soberania feitas pela China. O governo chinês, por sua vez, já afirmou que pode utilizar a força para assumir o controle da ilha, se necessário.
Por que ocorrem os exercícios militares?
O objetivo do exercício Han Kuang é utilizar tropas, terreno e equipamentos reais para testar a coordenação de comando do país. A manobra também visa avaliar a capacidade de resposta em combate e as capacidades gerais de defesa nacional, afirmou o presidente Lai Ching-te.
Ao transmitir uma mensagem aos marinheiros participantes, Lai destacou que o governo continuará trabalhando para fortalecer as capacidades de defesa diante de "ameaças e desafios externos". O presidente não mencionou a China diretamente ao falar sobre os desafios.
No discurso, o mandatário informou que o governo dará o maior apoio possível tanto às Forças Armadas quanto à Guarda Costeira. O foco é garantir que o país tenha estrutura para lidar com situações de crise.
Lai também ressaltou a importância da participação ativa de todos durante o exercício para fortalecer a coordenação e a compreensão mútua. Segundo ele, o intuito é permitir que as forças respondam a todos os tipos de situações para salvaguardar a soberania nacional e a segurança da população com um poder de combate sólido.
