Terremotos na Venezuela deixam 3.889 mortos e ONU afirma que desastre é difícil de gerir
Organização das Nações Unidas mobilizou US$ 300 milhões para ajudar sobreviventes de abalos de magnitude 7,2 e 7,5 no país.
Por Diário Local
Uma série de terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 na Venezuela deixou, até quinta-feira (9), um saldo de 3.889 mortos e 16.740 feridos. O desastre natural causou um cenário de caos extremo, dificultando a gestão do socorro pelas autoridades locais e exigindo uma mobilização humanitária de larga escala.
A Organização das Nações Unidas (ONU) planeja alcançar 1,3 milhão de pessoas que necessitam de apoio urgente nos próximos seis meses. O objetivo é priorizar as populações em situação de maior vulnerabilidade decorrente dos abalos.
Até o momento, a ONU já mobilizou mais de US$ 300 milhões para coordenar a assistência no país. Segundo o principal funcionário humanitário da organização, Tom Fletcher, quase 40 mil pessoas receberam ajuda alimentar nas duas primeiras semanas de resposta ao desastre.
Além do suporte nutricional, equipes especializadas estão sendo enviadas para oferecer apoio psicossocial aos sobreviventes. O atendimento foca prioritariamente em mulheres e crianças, que compõem grupos de maior risco emocional após a tragédia.
Como funciona a coordenação da ajuda?
Para facilitar o recebimento de assistência internacional, foi estabelecida uma célula de coordenação da ONU em conjunto com o governo venezuelano. De acordo com Fletcher, esse grupo tem trabalhado para viabilizar as operações de socorro no terreno.
A estrutura de coordenação busca mitigar problemas logísticos, embora moradores locais tenham expressado críticas sobre a lentidão da resposta do Estado venezuelano frente à magnitude do desastre.
Há incertezas sobre o número de vítimas?
A precisão dos dados divulgados pelas autoridades locais ainda é alvo de questionamentos. Tom Fletcher afirmou que é muito difícil confirmar a exatidão dos números de mortos e feridos neste momento.
A incerteza deve-se à natureza extremamente caótica provocada pelos terremotos consecutivos. O cenário de destruição dificulta a verificação imediata de todos os dados de vítimas e da real extensão do impacto nas regiões afetadas.
