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Venezuela

Trump sinaliza permanência de Delcy Rodríguez no governo da Venezuela para evitar eleições

Líder dos EUA afirmou que o país caribenho ainda não está pronto para o pleito e elogiou gestão no setor petrolífero.

Por Redação Diário Local

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, deve permanecer no cargo, pois o país ainda não possui condições para realizar novas eleições. A declaração ocorreu nesta sexta-feira (24) durante um evento na Casa Branca sobre inovação nuclear norte-americana.

Ao ser questionado sobre o processo eleitoral venezuelano, Trump declarou que a nação não está pronta para o pleito. O líder norte-americano elogiou o desempenho de Rodríguez, destacando principalmente a gestão do setor petrolífero do país caribenho.

Segundo o republicano, o fluxo de petróleo está avançando em ritmo constante, mesmo antes de grandes empresas iniciarem suas operações na Venezuela. O apoio de Washington ocorre em um momento de forte instabilidade interna, com o país tentando se reconstruir após ser atingido por dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 no último mês.

Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina logo após a captura de Nicolás Maduro. A política de 54 anos foi empossada para um mandato de 90 dias, que foi posteriormente prorrogado por mais 90 dias com o aval do Parlamento venezuelano, com base nas leis locais.

De acordo com a Constituição da Venezuela, o governo deveria convocar eleições após o fim do prazo vigente, que se encerrou neste mês. No entanto, nenhum novo pleito foi agendado até o momento, coincidindo com a crise humanitária gerada pelos recentes tremores.

A administração de Rodríguez tem adotado medidas alinhadas aos interesses dos Estados Unidos, como o restabelecimento de relações diplomáticas e a abertura do setor de petróleo. Desde janeiro, o governo Trump controla as exportações petrolíferas venezuelanas, com parte dos lucros sendo retida por Washington.

Plano de transição política

O cenário político atual foi delineado pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, logo após a queda de Maduro. O governo norte-americano estabeleceu um plano de três fases para a nação: estabilização financeira por meio da venda de 30 a 50 bilhões de barris de petróleo, abertura econômica e, por último, a transição política.

Até que o processo de transição seja concluído, a Venezuela deve permanecer sob influência dos Estados Unidos. O comando norte-americano sobre a condução do país foi reafirmado em janeiro, com a diretriz de que Washington lideraria a gestão até a mudança de poder.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.