Donald Trump determina liberação de voos diretos dos EUA para o Líbano após 40 anos
Decisão de Donald Trump encerra suspensão que vigora desde 1985, mas operações dependem de autorização da FAA.
Por Davy Albuquerque
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (22) a determinação para que o governo norte-americano libere voos diretos de companhias aéreas dos EUA para o Líbano. A medida encerra uma suspensão que vigora desde 1985.
O anúncio foi feito por Trump por meio da rede social Truth Social, após o presidente dos Estados Unidos receber o presidente do Líbano, Joseph Aoun, na Casa Branca. Segundo Trump, a instrução busca permitir que os americanos possam visitar o país com facilidade.
Caso a medida seja implementada, será a primeira vez em quatro décadas que empresas aéreas americanas poderão operar voos diretos para Beirute. O encontro entre os dois líderes marcou a primeira visita oficial de um presidente libanês à Casa Branca desde 2009.
Pendências para o início das operações
Apesar da decisão política, as operações comerciais ainda não podem ocorrer de imediato. As companhias aéreas dos Estados Unidos permanecem proibidas de realizar voos para o Líbano até que a Administração Federal de Aviação (FAA) revogue oficialmente a proibição do acesso ao espaço aéreo libanês.
Até o momento, o governo norte-americano não informou quando a agência reguladora poderá revisar a restrição, nem há previsão para o início efetivo das operações. A determinação de Trump ocorreu horas após a reunião no Salão Oval, em Washington.
Autoridades internacionais de aviação continuam demonstrando preocupação com a segurança na região. Recentemente, a Agência de Segurança da Aviação da União Europeia (EASA) recomendou que companhias aéreas evitem o espaço aéreo libanês devido às tensões militares no Oriente Médio e aos riscos à aviação civil.
Contexto de tensões no Oriente Médio
O anúncio ocorre em um período de agravamento de hostilidades na região. Nos últimos dias, Estados Unidos e Irã elevaram o tom do confronto, enquanto o conflito entre Israel e o Hezbollah segue afetando a segurança no sul do Líbano.
Segundo autoridades americanas, um dos principais objetivos da visita de Joseph Aoun à Casa Branca foi buscar apoio para pressionar o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. O objetivo é solicitar a retirada de tropas israelenses de áreas do território libanês onde ocorrem operações militares relacionadas ao combate ao Hezbollah.
