Donald Trump ordena placas de aviso em museu para alegar imprecisão na história dos EUA
Ordem executiva determina avisos externos no Museu Nacional de História Americana para alertar sobre suposta falta de precisão histórica.
Por Redação Diário Local
O presidente Donald Trump determinou, nesta sexta-feira (24), a instalação de placas de aviso e exposições externas no Museu Nacional de História Americana, da Smithsonian. A medida, estabelecida por ordem executiva, busca alertar o público de que o museu não reflete a história dos Estados Unidos com precisão, segundo a visão do governo.
A determinação sugere que as placas informem aos visitantes locais onde a história americana seria melhor apresentada. No entanto, o governo não especificou para quais recursos ou locais o público seria redirecionado para encontrar as informações consideradas corretas.
A ordem executiva fundamenta-se em um relatório de 162 páginas que critica a gestão da instituição. O documento acusa a diretora do museu, Anthea M. Hartig, de adotar uma "ideologia ativista radical" e afirma que a conduta do museu mina a confiança nas instituições americanas.
O governo também alega que o museu não homenageou adequadamente os 56 signatários da Declaração de Independência durante o período do 250º aniversário da fundação do país. Com isso, as agências governamentais deverão instalar placas e exposições temporárias em calçadas e áreas mantidas pelo Serviço Nacional de Parques para corrigir o que o governo classifica como informações imprecisas.
O que diz a direção do museu
A diretora Anthea M. Hartig contestou as conclusões do relatório em audiências recentes no Congresso. Durante os debates, Hartig foi questionada por legisladores republicanos, que a acusaram de promover uma "autodepreciação nacional".
Em seu depoimento, a diretora afirmou que o museu busca representar a história em toda a sua complexidade. Segundo ela, o objetivo de reformular narrativas tradicionais não é apagá-las, mas sim acrescentar evidências, vozes e objetos que foram deixados de fora em versões anteriores.
Hartig defende que a intenção é permitir que um número maior de americanos se veja refletido na história nacional por meio da inclusão de novos elementos históricos.
Reação de historiadores
Especialistas também manifestaram críticas às tentativas do governo federal de reformular a Smithsonian. O professor de história Samuel J. Redman, da Universidade de Massachusetts Amherst, destacou que não se recorda de casos em que exposições tenham sido contestadas diretamente por escalões superiores do governo.
