Foto de turista postada em rede social ajuda a identificar pegada de dinossauro na Tailândia
Registro feito pelo turista Pichai Prathetsena no Parque Nacional de Phu Phra Bat permitiu análise de fósseis de 120 milhões de anos.
Por Redação Diário Local
Uma fotografia publicada em redes sociais por um turista permitiu que especialistas identificassem a pegada de um dinossauro no Parque Nacional de Phu Phra Bat, na Tailândia. O registro foi feito por Pichai Prathetsena, de 32 anos, e serviu de base para a confirmação de vestígios do período Cretáceo.
O Departamento de Recursos Minerais da Tailândia confirmou que a imagem corresponde a uma das seis pegadas deixadas pelo animal há cerca de 120 milhões de anos. A investigação técnica foi iniciada após a postagem digital atrair a atenção de especialistas na área.
Para chegar às conclusões, a equipe de pesquisa analisou detalhadamente a profundidade, o tamanho e a distância entre as marcas encontradas no solo. A pegada específica registrada pelo turista possui três dedos, apresentando 29 cm de comprimento por 26 cm de largura.
Os dados coletados indicam que o animal possuía mais de 6 metros de comprimento e patas traseiras com aproximadamente 1,42 metro. Com base nessas características, os pesquisadores determinaram que o dinossauro possivelmente era um terópode carnívoro, que caminhava sobre duas patas.
De acordo com as estimativas científicas, o animal pesava aproximadamente uma tonelada. Embora o registro tenha trazido avanços significativos para o estudo da região, os cientistas ressaltam que a identidade exata da espécie ainda precisa passar por mais estudos antes de uma definição conclusiva.
Análise técnica e descoberta
As investigações apontaram que as marcas foram feitas no início do período Cretáceo. O trabalho de campo realizado após a divulgação da foto permitiu mapear a área e entender a disposição dos vestígios deixados pelo animal extinto.
O plano das autoridades tailandesas para o Parque Nacional de Phu Phra Bat é criar um centro de pesquisa geológica e fossilífera no local. A iniciativa visa transformar a área em um polo de estudos sobre a fauna pré-histórica da região.
No momento, o parque está fechado para visitação. A medida foi adotada pelas autoridades para evitar possíveis interferências de turistas ou moradores da região no local exato onde a pegada foi localizada.
