União Europeia exige que Nicarágua realize eleições transparentes e inclusivas
Bloco pediu processo inclusivo, libertação de presos políticos e diálogo entre o governo de Daniel Ortega e a oposição.
Por Redação Diário Local
A União Europeia exigiu que a Nicarágua realize eleições de forma transparente, inclusiva e confiável, respeitando o calendário original e os padrões internacionais. O bloco europeu cobrou a manutenção do cronograma eleitoral e solicitou a libertação de presos políticos no país.
A exigência foi detalhada em comunicado divulgado nesta sexta-feira (24). O bloco europeu classificou como grave a deterioração dos direitos fundamentais na Nicarágua e afirmou que acompanha de perto a evolução da situação política no país.
A cobrança ocorre após o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, anunciar no último domingo (19) que o país não realizará mais o processo eleitoral. A medida de Ortega aumenta o controle exercido por ele e por sua esposa, Rosario Murillo, sobre o governo nicaraguense.
Além de exigir o cumprimento dos padrões internacionais, a União Europeia condenou a repressão sistemática praticada pelas autoridades locais. O comunicado reforça o pedido para que o processo eleitoral seja feito de maneira credível.
Reação do Congresso nicaraguense
O Congresso da Nicarágua agora avança para transformar a decisão de cancelar as eleições em reformas legais e constitucionais. O objetivo é institucionalizar a mudança no modelo de sucessão política do país.
O presidente da Assembleia Nacional da Nicarágua, Gustavo Porras, afirmou que a instituição se prepara para impedir uma possível intervenção estrangeira no território. Segundo o deputado, um projeto de lei está sendo elaborado especificamente para esse fim.
A decisão de interromper o caminho eleitoral para a oposição assegura a continuidade de Daniel Ortega no poder. O líder governa o país de forma ininterrupta desde 2007, tendo exercido o mandato também durante a década de 1980.
A situação intensifica a tensão diplomática entre a Nicarágua e o bloco europeu, que exige a retomada do diálogo e a garantia de direitos políticos para a oposição.
