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Aviação

CEO da United Airlines foca em novas rotas e inteligência artificial ao negar plano de vingança contra ex-empregadora

Scott Kirby, comandante da segunda companhia aérea mais lucrativa dos EUA, descarta revanche contra American Airlines e planeja ampliar presença global.

Por Redação Diário Local

O CEO da United Airlines, Scott Kirby, afirmou que a estratégia da companhia foca em competição agressiva e expansão de serviços, descartando qualquer intuito de vingança contra a American Airlines, empresa onde atuou como presidente antes de ser demitido há 10 anos. Em entrevista à CNBC, o executivo detalhou planos para fortalecer a presença global da empresa e expandir operações em pontos estratégicos, como o Aeroporto Internacional John F. Kennedy (JFK), em Nova York.

Atualmente, a United Airlines ocupa o posto de segunda companhia aérea mais lucrativa dos Estados Unidos, sendo superada apenas pela Delta Airlines. A sua antiga empregadora, a American Airlines, ocupa a terceira posição no ranking de lucratividade entre as grandes companhias do setor norte-americano.

Para ampliar a operação em Nova York, Kirby planeja retomar a presença no congestionado aeroporto JFK por meio de uma parceria com a JetBlue Airways. A movimentação, prevista para ocorrer possivelmente já no próximo ano, utiliza uma parceria que anteriormente pertencia à American Airlines.

A United também mantém o foco no fortalecimento de sua malha internacional, segmento onde já lidera entre as empresas dos EUA devido à alta demanda de turistas. Nesta semana, a companhia deve anunciar novas rotas globais, uma tradição anual que busca fidelizar clientes por meio de programas de recompensas e cartões de crédito vinculados a viagens.

Possibilidade de megafusões

O executivo também abordou as discussões sobre possíveis megafusões que uniriam as maiores companhias aéreas do mundo. Kirby revelou que buscou conversas com a Delta Airlines para discutir uma combinação entre as empresas, mas a proposta foi rejeitada pela concorrente.

A American Airlines também recusou publicamente uma proposta de fusão da United recentemente. Questionado sobre o assunto, o CEO afirmou que mantém sua posição e que não possui interesse em adquirir companhias de menor porte, como a JetBlue.

Apesar do interesse em crescer, especialistas em concorrência e analistas de Wall Street demonstraram ceticismo quanto à viabilidade de operações desse tipo. Além disso, há preocupações sobre possíveis barreiras antitruste e a oposição de órgãos reguladores estaduais.

Kirby argumentou que o setor evoluiu e não deve ser tratado apenas como uma prestação de serviço padronizada ou "commodity". Segundo o executivo, empresas como a United e a Delta conseguem se diferenciar por meio de produtos específicos, incluindo cabines, rotas e serviços de bordo diferenciados para os passageiros.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.