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Irã executa homem acusado de espionagem e sabotagem em conluio com EUA e Israel

Majid Adineh foi condenado pelo Tribunal Revolucionário de Karaj após ser acusado de colaborar com Estados Unidos e Israel.

Por Redação Diário Local

O Irã executou, na manhã deste domingo (23), Majid Adineh, acusado de espionagem e sabotagem em conluio com os Estados Unidos e Israel. O condenado estava preso desde o dia 8 de janeiro, quando foi detido durante uma onda de protestos em Teerã.

Segundo informações da agência de notícias Tasnim, Adineh foi flagrado com um conjunto de materiais que incluía uma pistola, três carregadores, 30 cartuchos de munição e duas armas de choque elétrico. No momento da prisão, ele também portava dois cartuchos de gás lacrimogêneo, uma serra elétrica a bateria e uma garrafa de gasolina.

As autoridades iranianas afirmaram que o homem teria recebido treinamento de grupos da oposição e estaria sendo instruído para incitar manifestações contra o regime. De acordo com o levantamento oficial, o acusado não utilizava telefone celular durante sua participação nos protestos e nos distúrbios.

Adineh foi julgado pelo Tribunal Revolucionário de Karaj e acusado de cinco crimes distintos. Entre as acusações listadas estão a realização de trabalho de campo em benefício de grupos hostis, da entidade sionista e dos Estados Unidos, além de incitação à violência por meio de incêndio criminoso.

O réu também enfrentou acusações por reunião e conspiração para cometer crimes contra a segurança interna, prática de propaganda contra a República Islâmica do Irã e posse ilegal de armas de fogo e equipamentos proibidos. Durante o processo, ele negou qualquer orientação de autoridades estrangeiras ou intenção de usar o material apreendido.

Apesar da defesa, as investigações concluíram que o homem participou das manifestações ciente dos apelos feitos por redes de oposição, Estados Unidos e Israel com o objetivo de derrubar o regime. Após a condenação à morte, Adineh teve todos os seus bens confiscados pelo Estado.

Contexto das manifestações e repressão

A execução ocorre no contexto de um período de forte repressão após a onda de protestos que atingiu o país no início deste ano. Na ocasião, cidadãos reivindicavam melhores condições de vida sob o regime do aiatolá Ali Khamenei.

A resposta do governo iraniano às manifestações resultou em um saldo de mais de seis mil mortes em todo o território nacional. O episódio marcou um dos momentos de maior tensão política e social enfrentados pelo governo nos últimos tempos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.