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Transportes

Conselho da Agetransp fica com apenas um membro e ameaça funcionamento no Rio

Falta de quórum no Conselho Diretor da agência que regula trens e metrô pode paralisar decisões e prazos de contratos

Por Redação Diário Local

O Conselho Diretor da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários e de Rodovias (Agetransp) opera atualmente com apenas um membro ativo no Rio de Janeiro. A falta de integrantes compromete o quórum necessário para decisões colegiadas e pode paralisar a fiscalização de serviços de transporte e rodovias no estado.

O conselheiro-presidente Adolpho Konder alertou que o órgão passará a não dispor do número mínimo de integrantes para a realização de sessões deliberativas. Sem o quórum, atos administrativos e a apreciação de matérias de relevância regulatória ficam inviabilizados.

A situação foi formalizada por meio de comunicados enviados na última segunda-feira (21) ao governador em exercício, Ricardo Couto, e a outros 14 destinatários, incluindo a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e concessionárias como o MetrôRio e TrensRJ.

O que muda na regulação do transporte?

A Agetransp é responsável por acompanhar, controlar e fiscalizar concessões de serviços de transporte aquaviário, ferroviário, metroviário e de rodovias no estado. Entre suas atribuições mais importantes está a decisão sobre pedidos de revisões tarifárias.

Com a redução do conselho, o funcionamento da agência fica prejudicado. Conforme destacado por Konder, quando a composição do Conselho Diretor cai para um número inferior a três conselheiros, os prazos fixados em contratos e dispositivos legais para pronunciamentos do órgão são automaticamente interrompidos.

A ausência de membros decorre do término de mandatos ao longo de 2026. Do total de cinco integrantes previstos em lei, quatro deixaram o cargo este ano: os conselheiros Vicente Loureiro, Fernando Moraes e Murilo Leal tiveram seus mandatos encerrados, enquanto Charlles Batista renunciou ao cargo em abril.

Histórico de vacância na agência

A dificuldade de manter o conselho completo não é um evento inédito na autarquia, que foi criada em 2005. Em 2022, a agência também passou por um período de instabilidade em que apenas um conselheiro permaneceu em exercício enquanto aguardava a renovação de mandatos.

O processo de recomposição do conselho depende de uma etapa política: o governo do Estado indica os nomes, que precisam ser submetidos à aprovação da Alerj. Os mandatos dos conselheiros têm duração de quatro anos, com possibilidade de uma única prorrogação pelo mesmo período.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.