Ação apreende dezenas de animais silvestres e prende três homens em feira de Bangu
Fiscalização da Alerj e da Polícia Civil em feira livre resultou na prisão de três homens e resgate de diversas espécies.
Por Redação Diário Local
Uma fiscalização realizada nesta quinta-feira (6) em uma feira livre de Bangu, na Zona Oeste do Rio, resultou na apreensão de dezenas de animais silvestres e na prisão em flagrante de três homens. A ação foi coordenada pela Comissão de Defesa e Proteção dos Animais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), em parceria com agentes da 34ª DP (Bangu).
Durante a operação, os agentes flagraram a comercialização de maritacas (periquitão-maracanã) pelo valor de R$ 150 cada. No momento da abordagem, quatro aves eram mantidas em uma gaiola inadequada para o porte, sem acesso a água ou alimento. Os envolvidos também ofereceram um filhote de papagaio-baiano, que seria vendido por quase R$ 1 mil na semana seguinte.
Um dos detidos, identificado como Alan Soares Teixeira, tentou fugir ao notar a chegada da comissão da Alerj, desobedecendo à ordem de parada. Segundo as autoridades, ele demonstrou comportamento agressivo durante a tentativa de fuga, mas foi contido por pedestres e preso. Na delegacia, a Polícia Civil verificou que o homem é reincidente em crimes ambientais, com sanções previstas na Lei nº 9.605/1998.
Outro homem preso em flagrante foi Eduardo José da Silva, que não ofereceu resistência durante a abordagem. O grupo responderá por associação criminosa e maus-tratos a animais silvestres. A ofensiva contou ainda com a participação de protetores de animais e do deputado Marcelo Dino, presidente da comissão da Alerj.
Ao todo, a fiscalização apreendeu 12 jabutis, oito canários (sendo cinco canários-da-terra), três coelhos da raça Lion, 11 periquitos, uma cigarrinha, seis capilopsitas e outros 11 pássaros de espécies diversas. Entre os bichos encontrados também estavam iguanas, trinca-ferros e melros.
As autoridades constataram que um dos animais resgatados apresentava estado gravíssimo de maus-tratos, com sinais de ter sido capturado na natureza e mantido em confinamento irregular. O presidente da comissão informou que o gabinete recebeu diversas denúncias sobre a prática de venda ilegal de animais silvestres naquela feira.
O deputado Marcelo Dino esclareceu que o comércio de algumas espécies é permitido por lei, desde que apresentem documentação e origem devidamente regularizadas. No entanto, os animais encontrados na ação não atendiam às condições exigidas pela legislação ambiental.
Denúncias relacionadas a crimes contra a fauna podem ser realizadas de forma anônima por meio da Linha Verde, pelo telefone (21) 2253-1177.
