Viaduto Santa Tereza e Edifício Central marcam transformações no Centro de Belo Horizonte
Imagens de acervos públicos registram a evolução urbana da capital mineira, incluindo o Edifício Central e o Viaduto Santa Tereza.
Por Redação Diário Local
A paisagem urbana do Centro de Belo Horizonte passou por profundas transformações entre as décadas de 1940 e 1970, período que registrou o crescimento acelerado da capital mineira. Registros históricos de acervos públicos detalham a evolução de pontos estratégicos, como a região da Praça da Estação, o Viaduto Santa Tereza e a Avenida dos Andradas.
Imagens preservadas pelo Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte e pelo Museu Histórico Abílio Barreto documentam essas mudanças. Os arquivos mostram desde a movimentação de bondes e automóveis até grandes obras de infraestrutura que moldaram o hipercentro da cidade.
Um dos marcos desse processo de modernização foi a inauguração do Edifício Central, na Avenida dos Andradas, durante a década de 1960. Mais de cinco décadas depois, o prédio se transformou em um polo cultural e gastronômico, abrigando empreendedores no segundo andar, local conhecido como "Corredor Preto".
A mobilidade urbana também é tema central dos registros. Fotografias do antigo Viaduto dos Viajantes — hoje conhecido como Viaduto da Floresta — mostram a coexistência de bondes e carros na esquina com a rua Sapucaí, evidenciando a dinâmica de transporte da época.
Outros pontos de importância histórica aparecem nos acervos, como a vista dos jardins da Praça Rui Barbosa em 1968, símbolo do desenvolvimento urbano e da história ferroviária da capital. Registros de 1963 também detalham obras realizadas na Avenida dos Andradas, junto ao Ribeirão Arrudas.
A integração entre diferentes áreas da cidade também é capturada em vistas panorâmicas. Imagens mostram a relação entre a avenida Santos Dumont, a Praça Rio Branco e a Praça da Estação, além de perspectivas que alcançam o bairro Floresta e a Serra do Curral.
A arquitetura e o cotidiano também ganham destaque em registros da Estação da Central do Brasil. As fotos mostram o monumento à terra mineira e a presença de veículos e bondes que compunham a rotina da região central durante o século XX.
O conjunto dessas fotografias permite observar as mudanças na rotina de quem circula por locais como a Praça da Estação e o Viaduto Santa Tereza. O acervo ajuda a contar a trajetória de Belo Horizonte, conectando as transformações do passado à vibrante região central de hoje.
