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Segurança

Grupos criminosos restringem oferta de internet em Niterói e ameaçam técnicos

Empresários relatam ameaças a funcionários e sabotagem de cabos para favorecer provedores ligados a organizações criminosas na cidade

Por Diário Local

Grupos criminosos estão restringindo a oferta de serviços de internet em diversos bairros de Niterói, em um cenário de expansão da atuação de organizações que controlam territórios locais. Segundo representantes do setor de telecomunicações, a prática visa favorecer provedores ligados a esses grupos criminosos.

O problema tem causado a saída de operadoras legalizadas de determinadas áreas e a redução de atendimentos. Relatos de ameaças a técnicos, sabotagem de cabos, furtos de equipamentos e impedimento de novas instalações tornaram-se frequentes nos últimos meses.

Quais áreas são mais afetadas?

Embora episódios recentes tenham ocorrido na Região Oceânica, empresários afirmam que a restrição se estende para outras regiões da cidade. Entre os bairros citados estão Engenho do Mato, Maravista, Rio do Ouro, Várzea das Moças e parte de Itaipu, além do bairro Fonseca, na Zona Norte.

Representantes do setor de telecomunicações estimam que cerca de 45% do território de Niterói não conta mais com a cobertura das principais operadoras de internet fixa. A expansão de rede por provedores oriundos de São Gonçalo em bairros da Região Oceânica começou a ganhar força há cerca de um ano.

Para evitar represálias, profissionais da área adotam medidas de segurança, como trabalhar com veículos descaracterizados, esconder uniformes e retirar escadas dos carros antes de retornar para casa. Alguns técnicos já deixaram a atividade devido às ameaças.

Ações das autoridades

A Polícia Militar informou que intensificou o patrulhamento e as ações de inteligência para combater grupos que ameaçam técnicos e tentam impor o fornecimento clandestino de internet. Em uma operação recente realizada na última quinta-feira, em Piratininga, um homem foi preso e dois veículos com materiais para instalações de rede foram apreendidos.

A Polícia Civil confirmou que investigações sobre os episódios na Região Oceânica seguem em andamento na 81ª DP (Itaipu). Um inquérito sobre o tema foi enviado à Justiça em setembro do ano passado, enquanto outros procedimentos continuam sendo realizados pela corporação.

A prefeitura de Niterói afirmou que atua no apoio às forças de segurança por meio de inteligência e integração de ações. Segundo o município, operações coordenadas pelo Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM) nos últimos 30 dias resultaram em duas prisões e na apreensão de quatro veículos e materiais usados em instalações clandestinas.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.