Prefeitura do Rio inicia política de ordenamento urbano nas praias da Zona Sul na próxima quinta-feira
Ação visa recuperar espaços públicos e combater atividades sem autorização no Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon a partir de 16 de julho
Por Diário Local
A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou na última terça-feira (7) uma política permanente de ordenamento urbano na orla das praias do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon. A medida terá início na próxima quinta-feira (16) e contará com ações diárias voltadas para a recuperação de espaços públicos e o combate a atividades sem autorização.
O objetivo do programa é proteger trabalhadores que atuam de forma regularizada e impedir a reocupação de áreas fiscalizadas. Segundo o prefeito Eduardo Cavaliere, a tolerância para ocupações ilegais ou o uso de equipamentos de origem criminosa será zero, reforçando que atividades econômicas no espaço público dependem de legalização.
De acordo com o secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Belchior, a operação já identificou mais de mil pontos de venda explorados ilegalmente na região. O plano prevê fiscalizações diárias com patrulhamento ostensivo, apreensão de mercadorias irregulares e combate a depósitos clandestinos, com o apoio de inteligência da Polícia Civil e da Polícia Militar.
Como funcionará o monitoramento?
A estrutura de fiscalização contará com 69 pontos estratégicos e o emprego de 320 agentes diariamente, divididos em turnos de 12 horas, com 160 profissionais em cada escala. O monitoramento em campo será reforçado pelo uso de drones e câmeras do Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio.
O secretário estadual de Segurança Pública, Victor Santos, destacou a importância da medida no enfrentamento ao crime organizado, que utiliza a exploração de atividades comerciais ilegais para sustentar suas operações. A prefeitura já identificou 22 depósitos irregulares que seriam usados para o armazenamento e abastecimento do comércio não autorizado.
Qual o impacto da ilegalidade na orla?
A exploração irregular do espaço público envolve desde a cobrança ilegal de pontos de venda até o aluguel clandestino de equipamentos e barracas. Segundo dados da Prefeitura, a estrutura de atividade irregular envolve cerca de 1.000 ambulantes e movimenta aproximadamente R$ 100 milhões por ano por meio da locação de pontos e depósitos.
Para os comerciantes que desejam atuar dentro das normas, a Secretaria de Ordem Pública expedirá termos de orientação sobre as regras municipais. A prefeitura informou que destinará espaços adequados para atividades legalizadas, como a Feira Noturna e a Feirarte de Copacabana, além de disponibilizar dois imóveis para a criação de depósitos regularizados na região.
Trabalhadores que buscam sair da informalidade poderão ser encaminhados ao Oportunidades Cariocas, portal municipal que oferece qualificação profissional e vagas de emprego. Nos últimos cinco anos, o município registrou a criação de 393,4 mil empregos formais, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.
