Cristo Redentor vira palco para casamentos, batizados e chás de revelação no Rio de Janeiro
Monumentos recebe pedidos de casamento diários e cerimônias particulares como batizados e chás de revelação fora do horário de visitação
Por Redação Diário Local
O Cristo Redentor, no alto do Corcovado, consolidou-se como um cenário frequente para celebrações religiosas e marcos familiares. Além do fluxo turístico, o monumento recebe pedidos de casamento quase diariamente, batizados e até cerimônias de chá de revelação.
Atualmente, os batizados ocorrem em média 80 vezes por mês, com celebrações diárias. Já os casamentos, que exigem uma estrutura mais robusta, chegam a ser realizados por cerca de 15 casais mensalmente. Somente este ano, até o mês de setembro, foram registrados 71 matrimônios no santuário.
As cerimônias particulares acontecem fora do horário de visitação oficial. Uma das tendências recentes é o "chá de revelação", em que um padre anuncia o sexo do bebê durante uma missa especial, utilizando informações previamente fornecidas pelos familiares.
Como funcionam as celebrações?
As solicitações para o uso do espaço devem ser realizadas por meio do site oficial da secretaria pastoral do santuário. Segundo Carlos Alberto Ferreira da Silva, responsável pela organização das cerimônias na secretaria pastoral, o local gera um forte laço afetivo com as famílias.
Silva explica que é comum o retorno de frequentadores que, após casarem no monumento, utilizam o espaço para batizar filhos e netos. De acordo com a secretaria, a demanda por eventos desse tipo ganhou fôlego após o período da pandemia.
O histórico de celebrações no local conta com marcos importantes, como o primeiro batizado realizado no monumento em janeiro de 2007. Naquela ocasião, a cerimônia da filha da jornalista Ana Paula Araújo precisou ocorrer ao ar livre, pois a capela situada abaixo dos pés do monumento passava por obras.
O monumento também é palco de momentos de fé e de memória de figuras públicas, como a atriz Regina Casé. A artista relatou ter participado de diversas cerimônias no local, incluindo celebrações religiosas e homenagens a pessoas próximas.
Para os frequentadores, o Cristo Redentor funciona como uma extensão de registros familiares. Casais que realizaram o matrimônio no alto do morro, como é o caso de Jacqueline Logrado, relatam a emoção de vivenciar ritos de passagem diante da vista da cidade.
