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Segurança

Enfermeiro é preso suspeito de desviar remédios de hospital e fornecer a homem morto em Barra Mansa

Investigação da Polícia Civil apura desvio de anestésicos do Hospital São João Batista e ligação com a morte de um técnico em radiologia.

Por Davy Albuquerque

Um enfermeiro de 41 anos foi preso na manhã desta quarta-feira (15) pela Polícia Civil em Barra Mansa (RJ), sob suspeita de desviar medicamentos de uso restrito do Hospital São João Batista, em Volta Redonda. O investigado é suspeito de fornecer as substâncias para um homem de 43 anos, que foi encontrado morto em sua residência no início de julho.

A prisão ocorreu durante uma operação que busca esclarecer a conexão entre o desvio de anestésicos da unidade hospitalar e o óbito do técnico em radiologia. A vítima foi localizada sem vida no bairro Santa Rosa, no dia 4 de julho, sob suspeita de autoextermínio.

De acordo com as investigações, os medicamentos anestésicos eram retirados de forma irregular do Hospital São João Batista e comercializados indevidamente. O enfermeiro suspeito atuava na área de CTI (Unidade de Terapia Intensiva) da instituição de saúde.

A Polícia Civil apurou que o cargo exercido pela vítima não dava direito ao acesso a esses componentes, que são destinados exclusivamente a procedimentos cirúrgicos e ao ambiente hospitalar. Durante a análise de dados do celular do homem falecido, os agentes identificaram conversas que detalham as negociações e a aquisição dos remédios com o enfermeiro.

Os investigadores afirmam que o suspeito tinha conhecimento da finalidade das substâncias. Segundo o registro das conversas, o enfermeiro teria dito à vítima que, caso o medicamento utilizado não resultasse em morte, ele forneceria uma substância ainda mais forte no dia seguinte.

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, os agentes foram até a unidade médica e também à residência do investigado. No imóvel, foram apreendidos medicamentos que, em tese, foram desviados do hospital. O material será submetido à perícia e servirá como evidência no processo.

O homem foi encaminhado à delegacia de Barra Mansa e segue à disposição da Justiça no sistema prisional. Ele poderá responder pelos crimes de peculato, corrupção, falsificação ou adulteração de produto medicinal, induzimento ou auxílio ao suicídio com resultado morte e morte sem assistência.

A Polícia Civil continua as investigações para identificar outros possíveis envolvidos no esquema. O foco agora é apurar se colegas de trabalho do hospital auxiliaram no desvio, na subtração ou na comercialização irregular das substâncias controladas.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.