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Transporte

Audiência entre rodoviários e empresas de ônibus termina sem acordo no Rio de Janeiro

Trabalhadores e empresas de ônibus não chegaram a um consenso sobre reajuste e jornada; nova audiência foi marcada para o dia 22.

Por Davy Albuquerque

Uma nova audiência de conciliação entre rodoviários e empresas de ônibus para discutir a greve da categoria no Rio de Janeiro terminou sem acordo nesta quarta-feira (15). O impasse entre os trabalhadores e os patrões mantém o risco de paralisação no transporte municipal, que conta com cerca de 3.600 coletivos em operação.

Uma nova reunião foi agendada para a próxima quarta-feira (22) no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). O objetivo é tentar destravar a negociação que envolve reajustes salariais, benefícios e mudanças na jornada de trabalho.

O Rio Ônibus, sindicato que representa as empresas de ônibus, ofereceu um reajuste salarial e no valor da cesta básica de 5%. No entanto, os representantes dos rodoviários rejeitaram a proposta. Os trabalhadores haviam reduzido o pedido inicial de 17% para 12%, com previsão de pagamento dividido em duas parcelas.

Durante o encontro, a procuradora do Ministério Público do Trabalho (MPT) reforçou os argumentos apresentados pelos funcionários. A procuradora pediu que as empresas buscasquem uma solução para as questões levantadas pelos trabalhadores durante a audiência.

O que reivindicam os rodoviários?

Além do reajuste de 12%, a categoria exige novos pisos salariais para a função. A proposta prevê R$ 5 mil para motoristas que atuam no BRT e R$ 4 mil para os demais motoristas do sistema.

A lista de exigências também contempla o valor de R$ 1 mil para o vale-alimentação, a implementação de plano de saúde e modificações na escala de trabalho. Outro ponto de conflito é a jornada de 7 horas e meia.

Segundo o sindicato dos rodoviários, esse intervalo de 30 minutos é descontado do salário, mas não é suficiente para que o profissional realize uma refeição adequada ou tenha o descanso necessário.

Por parte das empresas, o Rio Ônibus afirmou que não haveria uma nova contraproposta após o oferecimento do percentual de 5% de reajuste.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.