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São Paulo

Uma das últimas três famílias deixa a Favela do Moinho no Centro de São Paulo

Uma das três últimas famílias que resistiam na comunidade foi realocada para um apartamento; terreno deve virar parque público.

Por Redação Diário Local

Uma das últimas três famílias que ainda viviam na antiga Favela do Moinho, no Centro de São Paulo, deixou o local nesta quinta-feira (29). A comunidade era a última ocupação de grande porte na região central da capital paulista e se tornou um símbolo das disputas por moradia na área.

As outras duas famílias que permanecem no terreno aguardam o fim do processo de regularização de novos imóveis para que a mudança também seja agendada. Ao todo, aproximadamente 850 famílias ocupavam o espaço, que foi cedido pela União ao governo de São Paulo.

O processo de desocupação teve início em 2025 e é conduzido conjuntamente pelos governos federal e estadual. Como parte da medida, as famílias que deixaram o local foram realocadas em apartamentos quitados, com valor de até R$ 250 mil cada.

Um dos moradores que realizou a mudança nesta quinta-feira (29) relatou a expectativa com a nova moradia. Em entrevista, o morador Elias, que se mudou com a esposa, o enteado e quatro cachorros para um imóvel de moradia popular, destacou a melhora nas condições de higiene e estrutura em comparação ao antigo local.

O terreno passará por transformações estruturais após a saída das famílias. De acordo com o governo estadual, o espaço será utilizado para a criação de um parque público que contará com áreas verdes, ciclovia, pista de skate e uma nova estação de trem.

O que será construído no terreno?

O projeto prevê um espaço de lazer e mobilidade urbana na região central. Embora o futuro parque já tenha o escopo definido, ainda não existe um prazo oficial para o início das construções ou para a conclusão da limpeza da área.

O próximo passo do cronograma é a contratação de uma empresa responsável pela instalação do gradil no perímetro onde o parque será erguido. A medida visa preparar o terreno para as fases subsequentes de urbanização.

Demolição dos silos

Há cerca de dez dias, as autoridades iniciaram a demolição dos silos do antigo moinho, estruturas que possuem até 27 metros de altura. As construções deram nome à comunidade, que se formou gradualmente após o fechamento da fábrica nos anos 1990.

A demolição está sendo realizada de forma gradual e sem o uso de explosivos. A opção pela técnica controlada visa proteger os imóveis vizinhos e evitar danos aos trilhos de trem que cortam a região durante o processo de desmonte das estruturas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.