Milton Leite nega que esteja foragido e afirma que vai se apresentar após ordem de prisão
Ex-vereador e presidente do União Brasil em São Paulo nega que esteja escondido e diz que se apresentará às autoridades em 24 horas.
Por Redação Diário Local
O ex-vereador e presidente do União Brasil em São Paulo, Milton Leite, afirmou que não está foragido e que pretende se apresentar às autoridades em um período de 24 horas. Ele é alvo de um mandado de prisão expedido pela Justiça no âmbito da Operação Vectura Corrupta, deflagrada nesta quinta-feira (17).
A operação é coordenada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) para investigar o envolvimento de diversos alvos com o núcleo político do Primeiro Comando da Capital (PCC). A investigação apura um suposto esquema relacionado ao setor de transporte público da capital paulista.
Além de Leite, a Justiça decretou a prisão de outras 15 pessoas. Entre os alvos estão advogados, o candidato a deputado estadual Danilo Morgado (PL) e o ex-presidente da SPTrans, Levi dos Santos Oliveira, que também ocupou o cargo de secretário de Mobilidade e Trânsito na gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
Em resposta às investigações, Milton Leite argumentou que os encontros com Levi dos Santos Oliveira, um dos alvos de prisão, ocorreram durante sua atuação na Prefeitura de São Paulo. Ele explicou que as reuniões eram parte de sua função como vice-prefeito, após receber a designação de Bruno Covas para tratar da área de transportes.
Questionado sobre a situação de busca pela polícia, Leite alegou que sua ausência de residência é uma coincidência. Segundo ele, o afastamento de casa deve-se a compromissos de sua empresa e à agenda política de seu filho, que disputa uma vaga de deputado estadual no interior do estado.
O ex-vereador informou ainda que sua esposa não está no Brasil no momento, mas que já solicitou o retorno dela. Ele reforçou que não está se escondendo e que o intervalo de um dia é apenas para organizar sua apresentação oficial perante as autoridades.
"Eu vou me apresentar, eu pedi 24 horas para poder me apresentar. Não estou me escondendo não", declarou o ex-presidente do União Brasil em São Paulo.
A Operação Vectura Corrupta segue em curso para apurar o vínculo entre criminosos e empresas que atuam no transporte de ônibus da cidade.
