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Segurança

Morres em linha férrea de Rio Preto geram pedidos para retirada de trilhos do centro

População de Rio Preto reivindica que Prefeitura e Governo de São Paulo retomem negociações para remover trilhos do centro da cidade

Por Redação Diário Local

A população de Rio Preto reivindica que a Prefeitura retome negociações com a concessionária Rumo e o Governo do Estado de São Paulo para retirar a linha férrea do centro da cidade. A cobrança ocorre após o registro de duas mortes por atropelamento em julho e o histórico de acidentes na região.

Os moradores apontam que a localização dos trilhos, próxima ao Colégio Ressurreição e ao Sesi, representa um risco constante. Além dos dois atropelamentos ocorridos em julho (2026), há o relato de outras sete pessoas que perderam a vida dentro de suas próprias residências após trens descarrilarem e invadirem imóveis.

A principal queixa é de que o traçado ferroviário, estabelecido entre 1910 e 1922, não comporta mais a atual densidade populacional do município. O pedido da comunidade é para que o traçado seja removido das áreas urbanas, permitindo que as antigas estações sejam transformadas em museus ou centros culturais.

Impactos no trânsito e na rotina

A operação dos trens de carga tem gerado transtornos diários à mobilidade urbana. Segundo relatos, as composições passam entre 10 e 20 vezes por dia, com mais de 150 vagões de 130 toneladas cada, o que provoca interrupções no trânsito por mais de 20 minutos em cada passagem.

Além das retenções viárias, moradores reclamam do barulho constante e do impacto na qualidade de vida. A situação de linhas que cortam centros urbanos também é citada como um problema em outras cidades da região, como Mirassol e Catanduva.

Críticas às passarelas e acessibilidade

O projeto de construção de passarelas para viabilizar a travessia também é alvo de críticas. Os residentes argumentam que as estruturas propostas não oferecem acessibilidade adequada para cadeirantes, crianças ou pedestres que circulam pela área.

De acordo com o questionamento da população, as passarelas teriam cerca de 15 metros de altura e 134 degraus, o que dificultaria o deslocamento. O grupo que reivindica a retirada da linha defende que a solução atual não resolve o problema da segurança e da mobilidade local.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.