Setor da construção civil projeta novos imóveis do Minha Casa, Minha Vida em Vitória
Novo programa de reabilitação da área central de Vitória desperta interesse de empresas para construção de moradias populares e para classe média
Por Redação Diário Local
O setor da construção civil projeta a expansão de empreendimentos enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida em Vitória. A expectativa surge após o lançamento do Programa de Reabilitação da Área Central (ReAC) pela prefeitura, que visa viabilizar entre 8 mil e 11 mil novas moradias no Centro da capital capixaba.
Empresários avaliam que a combinação de incentivos urbanísticos e a flexibilização de regras podem abrir espaço para moradias populares e para a classe média, com rendimentos de até R$ 13 mil. A medida também deve estimular a ocupação de bairros fora da região central.
Onde podem ser construídos os novos imóveis?
Além do Centro, o setor identifica potencial para novos projetos em regiões como Santo Antônio, Maruípe e na Grande São Pedro, especialmente ao longo da Avenida Serafim Derenzi. Segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado (Sinduscon-ES), Douglas Vaz, essas áreas já possuem infraestrutura consolidada.
No caso do entorno do Parque Moscoso, a vantagem seria o uso da área pública de lazer já existente. Douglas Vaz também destaca que imóveis abandonados, edificações antigas e terrenos subutilizados podem ser aproveitados para aumentar a ocupação residencial e revitalizar bairros tradicionais através de maior verticalização.
Impacto no déficit habitacional
O déficit habitacional de Vitória é estimado em cerca de 11,3 mil famílias. Para a Cobra Engenharia, a demanda por moradias de interesse social é uma realidade que o novo cenário do ReAC ajuda a reforçar. O diretor de Incorporação e Novos Negócios da companhia, Carlos Baracho, acredita que o desenvolvimento de empreendimentos no município pode aproximar famílias de seus locais de trabalho.
A Recanto Construtora, por sua vez, destaca que Vitória era uma das poucas capitais brasileiras que ainda não contava com incentivos específicos para o Minha Casa, Minha Vida, diferentemente de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. O diretor de incorporações da empresa, Pedro Bolsonello, afirma que qualquer iniciativa para viabilizar a habitação formal é bem-vinda.
Regras e parcerias da Prefeitura
O programa ReAC prevê licenciamento simplificado para projetos de novas edificações, requalificação e habitação de interesse social no Centro. Em termos práticos, os empreendimentos passam para o Grau de Risco 3, com a emissão de alvará de execução de obras de forma eletrônica e automática no protocolo.
Atualmente, uma parceria entre a Prefeitura de Vitória e a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) permite o uso de terrenos da União para projetos habitacionais. Um dos destaques é a requalificação do Edifício Jerônimo Monteiro, que prevê 44 unidades habitacionais destinadas à habitação de interesse social pelo Minha Casa, Minha Vida — Faixa Urbano 1.
