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Cultura

Juiz de Fora abriga o primeiro Cristo Redentor do Brasil e monumentos com obras de Di Cavalcanti

Cidade mineira possui marcos como o Cristo Redentor do Morro do Cristo e o Marco do Centenário com mosaicos de Di Cavalcanti

Por Redação Diário Local

Juiz de Fora abriga o primeiro Cristo Redentor do Brasil e outros marcos históricos que preservam a trajetória do município. Entre as obras de relevância cultural estão o monumento no Morro do Cristo, o Marco do Centenário, com mosaicos de Di Cavalcanti, o memorial a Dom Lasagna e o busto da Princesa Isabel.

O Cristo Redentor local, situado no Morro do Cristo, foi erguido antes do monumento mais famoso do país. A obra foi encomendada por Batista de Oliveira na virada do século XIX para o XX e teve sua construção finalizada em 1905, sendo inaugurada no ano seguinte em uma cerimônia que reuniu cerca de seis mil pessoas. A imagem de 25 metros de altura foi importada de Paris.

Embora o Morro do Cristo tenha sido um importante ponto turístico e de eventos culturais, o espaço encontra-se atualmente interditado devido às chuvas que atingiram a cidade em fevereiro. O local foi oficialmente tombado em 1990.

O que marca o progresso urbano de Juiz de Fora?

O Marco do Centenário, localizado no bairro Poço Rico, é um símbolo da expansão urbana da cidade na década de 1950. Situado na Praça Pantaleone Arcuri, o monumento foi construído por Arthur Arcuri e utilizou, de forma pioneira, a pastilha Vidrotil.

A obra conta com mosaicos de Di Cavalcanti, que marcam um período específico da carreira do artista. Apesar de sua importância histórica, o monumento enfrenta desafios de preservação após um incêndio que afetou sua estrutura e a retirada de diversos mosaicos.

Memórias de acidentes e figuras históricas

Outro monumento de destaque é o memorial a Dom Lasagna, localizado entre as ruas Dom Lasagna e Mariano Procópio. A homenagem refere-se ao bispo salesiano que faleceu em um acidente ferroviário em novembro de 1895, durante uma tempestade que atingiu a região.

O monumento, inaugurado em 6 de novembro de 1915, consiste em um marco de pedra com a efígie do bispo. Ele serve como um registro histórico da relação da cidade com a malha ferroviária.

No Museu Mariano Procópio, encontra-se o busto da Princesa Isabel, uma obra de autoria de Umberto Cozzo datada de 1934. O monumento é um dos primeiros realizados em homenagem à princesa no Brasil e foi tombado pela Prefeitura Municipal de Juiz de Fora devido ao seu pioneirismo e valor cultural.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.