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Polícia Civil investiga lista com categorias sexuais de alunas em colégio de Jacarepaguá

A Polícia Civil do Rio de Janeiro apura o uso de plataforma on-line para classificar estudantes por categorias sexuais.

Por Diário Local

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a criação de uma lista on-line feita por alunos do Colégio Cruzeiro, em Jacarepaguá, na Zona Oeste da cidade, para classificar colegas sob categorias de conotação sexual. O caso foi encaminhado para a Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav), que abriu investigação para apurar as circunstâncias da publicação.

A lista foi elaborada em uma plataforma de rankings (conhecida como tierlist), na qual estudantes eram agrupados conforme critérios sexuais. Entre as classificações identificadas estavam termos como "Goat" (sigla para o termo em inglês *Greatest of all time*, que significa "melhor de todos os tempos"), "Comeria no lucro", "Bêbado vai", "Me arrependi depois" e "Nem olharia".

O conteúdo circulou digitalmente e foi denunciado após a identificação das categorias depreciativas. A investigação da Dcav busca agora determinar a autoria e o alcance do material utilizado para expor os estudantes.

Em nota, o Colégio Cruzeiro afirmou que reprova e repudia qualquer atitude que exponha seus alunos. A instituição informou que já realizou uma denúncia à plataforma onde a lista foi criada e que a relação foi retirada do ar.

A escola confirmou ainda que registrou um boletim de ocorrência para formalizar o caso perante as autoridades. Segundo a instituição, os responsáveis pelos envolvidos foram alertados sobre o ocorrido.

O colégio declarou que está prestando apoio às alunas e às suas famílias em decorrência da exposição. A nota reforça que a função da escola é ensinar a adoção de posturas éticas e responsáveis, além de salvaguardar o corpo estudantil.

A instituição destacou que possui 164 anos de história e foco no desenvolvimento integral do ser humano. O comunicado ressaltou que o colégio já formou diversas gerações e milhares de alunos ao longo de sua trajetória.

As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil para esclarecer a conduta dos alunos e as responsabilidades envolvidas no uso da plataforma on-line para a classificação das vítimas.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.