Restaurante popular na Cidade de Deus está abandonado e com estrutura comprometida há 10 anos
Unidade que oferecia refeições a R$ 2 apresenta infiltrações, lixo e ferragens expostas após fechamento em 2016
Por Redação Diário Local
O Restaurante Popular da Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, segue com as atividades suspensas há quase 10 anos e apresenta graves problemas de infraestrutura. O imóvel, que servia milhares de refeições diárias pelo valor de R$ 2, sofre com infiltrações, acúmulo de lixo, paredes em processo de desprendimento e ferragens expostas.
A unidade encerrou o funcionamento em novembro de 2016. O fechamento ocorreu de forma conjunta com as unidades do Méier e da Central, após o Governo do Estado do Rio de Janeiro interromper o pagamento de fornecedores do programa na época.
Devido ao abandono, o local tem sido alvo de invasões por usuários de drogas. A deterioração física do prédio é visível, agravando a situação de segurança e higiene da área em que o restaurante está inserido.
O restaurante fazia parte do programa estadual de restaurantes populares, que anteriormente era denominado Restaurante Cidadão. A iniciativa foi criada durante a gestão do ex-governador Anthony Garotinho e a unidade da Cidade de Deus estava em operação desde 15 de agosto de 2011.
Moradores da região relatam que houve promessas de reabertura que não foram cumpridas. Segundo o morador Francisco Filho Chiquinho, o Governo Estadual afirmou, em dezembro de 2025 (25), que o restaurante voltaria a funcionar em fevereiro de 2026 (26), mas o prazo não foi respeitado.
O vereador Salvino Oliveira também anunciou, em 2025, a volta das atividades no bairro. De acordo com o parlamentar, houve contato com as autoridades para resolver a situação, mas o problema da unidade da Cidade de Deus permanece sem solução, enquanto outros restaurantes do programa foram reabertos.
O que mudou na rede de restaurantes populares?
Até o ano de 2016, o município do Rio de Janeiro contava com oito unidades do programa. Após o corte de pagamentos pelo Estado, diversas unidades foram desativadas, incluindo as de Madureira, Irajá e Maracanã.
Com o processo de municipalização do serviço, a Prefeitura do Rio de Janeiro assumiu a gestão de pontos específicos. Atualmente, apenas as unidades de Bangu, Bonsucesso, Campo Grande e a unidade da Central permanecem em funcionamento.
