Veteranos do grupo Garras questionam gestão após operações contra ex-chefes
Ex-chefes do grupo, como Hoffman D'Ávila e Guilherme Scucuglia, foram alvos de operações do Gaeco e da Polícia Federal.
Por Redação Diário Local
Policiais veteranos do Grupo de Resposta Rápida (Garras) manifestaram descontentamento com as recentes decisões administrativas tomadas pela instituição. O questionamento ocorre após a deflagração de operações policiais que atingiram ex-dirigentes do grupo especializado.
A insatisfação dos agentes surgiu em decorrência de operações realizadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela Polícia Federal. As investigações tiveram como alvos ex-chefes do Garras, incluindo o delegado Hoffman D'Ávila e Guilherme Scucuglia.
Os policiais que atuam na unidade questionam os critérios utilizados pela gestão para as escolhas administrativas feitas após os desdobramentos dessas investigações. O movimento interno aponta uma preocupação com o direcionamento institucional frente aos casos envolvendo os antigos líderes.
Até o momento, as operações conduzidas pelo Gaeco e pela Polícia Federal contra os ex-dirigentes seguem os protocolos de investigação de crimes de corrupção ou de natureza correlata, conforme apurado pelas autoridades.
Os nomes de Hoffman D'Ávila e Guilherme Scucuglia foram diretamente citados pelos veteranos como pontos de inflexão para o atual clima de instabilidade dentro do grupo. A atuação desses ex-comandantes era central para o funcionamento do Garras.
A administração da instituição ainda não detalhou formalmente as mudanças estruturais ou as nomeações que motivaram a crítica dos veteranos. O foco dos questionamentos recai sobre como a cúpula está conduzindo a transição e a gestão dos recursos e pessoal.
O grupo Garras é uma unidade de elite que atua em missões de alto risco, o que torna o clima interno e a confiança na liderança temas sensíveis para a continuidade das operações.
As investigações que envolveram os delegados continuam sob responsabilidade do Gaeco e da Polícia Federal, cabendo ao Judiciário a análise dos processos decorrentes das operações.
